3,5 mil: Vasco x Barracas registra pior público desde 2022
Vitória por 3 a 0 sobre o Barracas Central pela Sul-Americana teve apenas 3,5 mil torcedores presentes em São Januário. Número marca o pior público do clube desde 2022, reflexo do protesto 'público zero' organizado pelas torcidas.

A vitória do Vasco sobre o Barracas Central por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, pela sexta rodada da fase de grupos da Sul-Americana, registrou o pior público em São Januário desde 2022. Apenas 3,5 mil torcedores — dos quais 3,1 mil pagantes — compareceram ao estádio para acompanhar a partida que garantiu a classificação cruzmaltina aos playoffs de oitavas de final da competição continental.
O número reflete o protesto "público zero" convocado pelas torcidas organizadas do clube, que incentivaram os vascaínos a não comparecerem ao jogo. A mobilização teve como objetivo demonstrar insatisfação com questões relacionadas à gestão e ao momento vivido pelo clube.
Desde 2022, o recorde negativo de público em São Januário pertencia ao confronto contra o Resende, pelo Campeonato Carioca daquele ano, quando 2,9 mil pessoas estiveram presentes em uma vitória por 3 a 0. Trata-se, porém, de uma partida do estadual — competição que tradicionalmente registra públicos menores.
Se considerarmos apenas jogos fora do âmbito do Carioca, o pior público anterior era o de Vasco 4 x 1 São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro de 2024, confronto que também foi marcado por um movimento de "público zero" promovido pelas organizadas.
A marca de 3,5 mil torcedores, portanto, representa o menor público do Vasco em São Januário para qualquer competição desde 2022 — e o menor público fora do Carioca na série histórica recente. O dado chama atenção especialmente por se tratar de um jogo eliminatório de competição continental, cenário em que normalmente se espera maior mobilização da torcida.
Apesar da baixa presença nas arquibancadas, o Vasco cumpriu seu objetivo dentro de campo. A goleada sobre o Barracas Central garantiu a vaga nos playoffs de oitavas de final da Sul-Americana, mantendo viva a esperança de uma campanha expressiva na competição.
O episódio evidencia a tensão entre torcida organizada e direção do clube, manifestada na forma de boicote a uma partida decisiva. O movimento "público zero" configura-se como ferramenta de pressão da torcida sobre a gestão, embora implique em prejuízos financeiros e de apoio à equipe em campo.
A classificação, conquistada diante de um São Januário praticamente vazio, coloca o Vasco nos playoffs da Sul-Americana e mantém o time na disputa por um título internacional — objetivo que pode, eventualmente, reconectar torcida e equipe ao longo da competição.
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