49 dias: centroavantes do Vasco em jejum no Brasileirão
Trio formado por David, Brenner e Spinelli não balança as redes pela competição nacional desde 4 de abril. Volante Thiago Mendes lidera artilharia cruzmaltina com quatro gols.

Faz 49 dias que o Vasco não vê um centroavante balançar as redes pelo Campeonato Brasileiro. O jejum da posição mais esperada para fazer gols virou um dado concreto da campanha cruzmaltina em 2026: desde o dia 4 de abril, quando David marcou contra o Botafogo em São Januário, nenhum dos três jogadores que disputam a vaga — o próprio David, Brenner e Claudio Spinelli — voltou a estufar as redes na competição nacional.
Nesse intervalo de quase dois meses, o Vasco disputou seis rodadas do Brasileirão. E os gols vascaínos na competição vieram de outros setores: Andrés Gómez, Puma Rodríguez, Thiago Mendes e Hugo Moura marcaram pelos lados, pelo meio-campo ou em jogadas de bola parada. O centroavante, peça tradicionalmente responsável por finalizar as jogadas, segue em silêncio.
O trio de atacantes se reveza na tentativa de conquistar uma vaga definitiva no time titular de Renato Gaúcho, mas nenhum dos três conseguiu se firmar de forma concreta até aqui. David, autor do último gol de um camisa 9 vascaíno no Brasileirão, está em branco desde aquele clássico do início de abril. Brenner e Spinelli até balançaram as redes no período, mas em outras competições: o primeiro marcou pela Copa Sul-Americana, enquanto o segundo foi às redes na Copa do Brasil. No torneio nacional, porém, o jejum persiste.
O dado ganha contornos ainda mais curiosos quando se olha para a artilharia do Vasco no Campeonato Brasileiro. O líder em gols do clube na competição não é nenhum atacante: é o volante Thiago Mendes, capitão do time, com quatro bolas na rede. Logo atrás aparece outro volante, Barros, com três gols. Ou seja, os dois jogadores que mais marcaram pelo Vasco no Brasileirão jogam na mesma posição — e ela fica bem longe da área adversária na maioria das jogadas.
A situação expõe um desafio claro para Renato Gaúcho: encontrar um camisa 9 que consiga dar conta do recado de forma regular. David, Brenner e Spinelli têm características diferentes entre si — uns mais de referência, outros mais móveis —, mas a falta de efetividade na hora de finalizar tem sido um denominador comum. E, num campeonato equilibrado como o Brasileiro, ter um centroavante inspirado pode fazer toda a diferença na busca por uma vaga nas competições internacionais ou mesmo na fuga de situações de risco.
O Vasco volta a campo nos próximos dias pelo Brasileirão, e a expectativa da torcida é justamente essa: que um dos três centroavantes à disposição consiga quebrar o jejum e voltar a ser protagonista na artilharia cruzmaltina. Afinal, 49 dias sem gol de um camisa 9 é tempo demais para qualquer clube que aspira brigar na parte de cima da tabela.
Enquanto o jejum não acaba, Renato Gaúcho segue testando alternativas, rodando o trio e tentando encontrar a melhor forma de fazer o ataque vascaíno funcionar. A boa notícia é que o time não parou de marcar — só mudou de onde vêm os gols. A questão é: até quando dá para sustentar uma campanha sem ter um centroavante decidindo?
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