777 desiste da ação, joga as custas no próprio bolso e enterra a briga judicial com o Vasco

A 777 Carioca abriu mão da tutela cautelar movida contra o Vasco e pediu, em conjunto com clube e SAF, a retirada do recurso da pauta do TJRJ marcada para 24 de setembro. Na prática, a ex-investidora encerra a disputa que originou o imbróglio judicial.

tribunal justiça rio janeiro

A 777 Carioca desistiu da tutela cautelar movida contra o Vasco. Em manifestação conjunta apresentada nesta segunda-feira, a ex-investidora, o clube e a Vasco SAF pediram a retirada de um recurso da pauta de julgamento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O agravo estava marcado para ser analisado pela 20ª Câmara de Direito Privado do TJRJ no dia 24 de setembro.

Na prática, a 777 está abrindo mão da disputa judicial que deu origem a todo o imbróglio com o Vasco. As partes agora querem encerrar o processo na primeira instância e, consequentemente, retirar o agravo que seria julgado pelo tribunal.

A manifestação foi comunicada ao desembargador César Felipe Cury e informou um acordo entre as partes sobre a controvérsia que deu origem ao recurso. A 777 havia apresentado a tutela cautelar na 4ª Vara Empresarial da Capital, mas desistiu da medida no dia 3 de setembro, com a concordância do Vasco e da SAF.

Com a desistência, as partes pediram a extinção do processo de origem. O pedido ainda não foi homologado pela Justiça. Os autos estão conclusos para decisão desde 24 de agosto.

Por isso, Vasco, Vasco SAF, 777 e os conselheiros envolvidos pediram que o agravo seja retirado da pauta de 24 de setembro e que o TJRJ aguarde a decisão da primeira instância. Caso a desistência seja homologada e a tutela cautelar seja extinta, o pedido é para que o tribunal reconheça a perda do objeto do recurso.

O acordo também prevê que eventuais custas e despesas relacionadas à tutela cautelar serão pagas pela 777, enquanto cada parte arcará com os honorários de seus próprios advogados. A divisão financeira sinaliza o encerramento formal da disputa entre a ex-investidora e o clube cruzmaltino, que se arrastava desde a tentativa frustrada de aquisição da SAF.

A retirada do recurso marca uma virada no cenário institucional do Vasco. O processo judicial representava um dos últimos vestígios da conturbada relação com a 777 Partners, grupo que tentou assumir o controle da SAF mas acabou afastado após série de impasses financeiros e administrativos.

Agora, o clube aguarda a homologação da desistência pela 4ª Vara Empresarial da Capital para encerrar definitivamente o capítulo judicial com a 777. Com a manifestação conjunta e o acordo sobre as custas, o caminho está aberto para que o processo seja extinto ainda na primeira instância, sem necessidade de julgamento do agravo pelo TJRJ.

Com informações do ge.globo, por Bruno Murito e Sergio Santana.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 22 de setembro de 2026

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