777 enrola e pede mais 15 dias — Justiça ainda segura o processo contra a Almirante

A 777 Carioca LLC pediu nesta quinta-feira (20) nova prorrogação de prazo à 11ª Vara Cível de São Paulo. A empresa alega que ainda providencia documentos exigidos pela Justiça para regularizar representação no processo contra a Almirante.

777 partners justiça

Nesta quinta-feira (20), a 777 Carioca LLC voltou à 11ª Vara Cível de São Paulo com um pedido de prorrogação. A empresa solicitou mais 15 dias úteis para apresentar os documentos que a Justiça determinou — e que deveriam estar prontos há mais tempo.

A 777 informou ao juízo que está providenciando a regularização de sua representação no processo contra a Almirante Participações. O problema: a Justiça exigiu toda a documentação societária da empresa em português, com tradução juramentada e apostilamento, além da identificação clara de quem possui poderes de gestão e de conceder procurações.

Segundo a própria 777, o procedimento levou mais tempo do que o esperado. Agora, o pedido de prorrogação depende de decisão judicial — e não representa julgamento do mérito da disputa. Para o Expresso98, o novo atraso reforça o padrão que o clube vem enfrentando desde que a empresa entrou na Justiça: a 777 Carioca emperra o andamento processual enquanto o Vasco assiste ao tempo passar sem conseguir acessar os recursos que precisa para operar.

O processo contra a Almirante está travado até que a 777 apresente os documentos. A Justiça marcou julgamento do caso para os dias 17 e 18 de setembro, mas a empresa precisa regularizar sua situação processual antes disso. A leitura aqui é que o prazo de 15 dias úteis, se concedido, empurra a regularização para meados de setembro — praticamente às vésperas do julgamento já agendado, o que mantém o Vasco refém de um calendário judicial que não dialoga com a urgência financeira do clube.

O Vasco aguarda o desfecho da disputa enquanto enfrenta uma crise financeira grave — o clube zerou o caixa e pediu R$ 150 milhões à Justiça para manter as operações. Na avaliação do Expresso98, o cruzamento entre o pedido de empréstimo travado e o processo contra a Almirante desenha um cenário delicado: sem os R$ 150 milhões, o clube não paga compromissos básicos a partir do dia 20, conforme alertou o CEO Fred Luz, e sem a regularização da 777, o processo que tenta liberar esses recursos continua paralisado por questões documentais.

Com informações do NetVasco, que cita X Podcast Cruzmaltino.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 20 de agosto de 2026

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