777 interpela advogado por expor documentos sigilosos do Vasco
A 777 Partners entrou na Justiça de São Paulo contra Jorge Luiz Barbieri Gallo, do escritório Campos Mello Advogados, por exposição de documentos confidenciais. A interpelação judicial, protocolada em 10 de agosto, está ligada à ação de R$ 740 mil movida pelo escritório — e questiona se o vazamento foi estratégia para forçar acordo.

No dia 10 de agosto, a 777 Partners LLC protocolou na Justiça de São Paulo uma interpelação judicial contra o advogado Jorge Luiz Barbieri Gallo, integrante do escritório Campos Mello Advogados. A medida foi em resposta à exposição de documentos que, segundo a empresa, continham informações confidenciais sobre a relação com o Vasco.
A interpelação está relacionada à ação monitória movida pelo Campos Mello contra a 777, na qual o escritório cobra cerca de R$ 740 mil em honorários advocatícios. Para comprovar os serviços prestados, foram apresentados no processo documentos que incluíam e-mails, faturas e documentos relacionados a processos que tramitavam sob sigilo.
A 777 questiona por que esses documentos foram apresentados sem que houvesse, desde o início, proteção adequada por segredo de justiça ou sigilo. A empresa aponta que informações confidenciais chegaram à imprensa — entre elas, atas de reuniões que mencionavam nomes como Leila Pereira, do Palmeiras, e Alexandre Lamacchia, da A-Cap, investidor em negociação com o Vasco.
A interpelação apresenta 12 perguntas ao advogado. A 777 quer saber se houve necessidade de juntar todos os documentos confidenciais ao processo e por que não foi solicitado segredo de justiça desde a distribuição da ação. Também questiona se houve avaliação do risco de essas informações chegarem à imprensa e se outros integrantes do Campos Mello tinham conhecimento do ocorrido.
Uma das perguntas é direta: a exposição das informações foi uma estratégia deliberada para pressionar a 777 a realizar um acordo? A empresa questiona ainda se houve contato com jornalistas ou assessoria de comunicação, se alguém obteve alguma vantagem com a divulgação e se terceiros ou adversários da 777 estimularam a conduta.
A interpelação também pergunta se o advogado possui patrimônio suficiente para reparar eventuais danos e se outros colegas participaram dos atos questionados.
Importante: a interpelação não significa que as acusações tenham sido reconhecidas judicialmente como verdadeiras. O objetivo da medida é obter esclarecimentos formais sobre os fatos e eventualmente subsidiar futuras medidas judiciais ou disciplinares.
O caso ganhou relevância para o Vasco porque os documentos expostos mencionavam tratativas envolvendo o clube e Lamacchia, da A-Cap, que negocia a compra da SAF vascaína. O presidente Pedrinho falou recentemente sobre a proximidade da relação com o investidor e de um possível acordo.
A ação foi protocolada em 10 de agosto de 2026. O caso pode ganhar novos capítulos a partir das respostas aos 12 questionamentos apresentados pela 777.
Com informações do NetVasco, que cita X do jornalista Gustavo Cunha/Colina 1927.
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