Administrador judicial libera o DIP de R$ 150 mi — mas o caminho tem mais três pareceres

A Administração Judicial deu parecer favorável ao novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões da Vasco SAF com a Almirante Participações. Agora, watchdog, Ministério Público e gatekeeper precisam se manifestar antes da decisão final da juíza.

justiça vasco saf

A Administração Judicial entregou parecer favorável ao pedido de novo financiamento DIP da Vasco SAF. O empréstimo, que pode chegar a R$ 150 milhões, será feito com a Almirante Participações — a mesma empresa que participou da primeira rodada de recursos via DIP.

O documento foi enviado à Justiça e representa mais uma etapa cumprida no processo de liberação dos recursos. A autorização do administrador judicial é uma das exigências do rito de recuperação judicial para que a SAF possa acessar o financiamento. Para o Expresso98, o parecer favorável acelera o processo, mas o caminho até a chegada do dinheiro no caixa ainda tem travas institucionais — e cada uma delas consome prazo.

Agora, a tramitação segue para outros três agentes do processo: o watchdog (fiscal independente), o Ministério Público e o gatekeeper (gestor de credores). Todos precisam emitir parecer antes que o pedido retorne à juíza responsável pela recuperação judicial do clube.

Após a manifestação desses três órgãos, o processo volta para a magistrada, que dará — ou não — a autorização final para a operação. Somente com o aval da Justiça a Vasco SAF poderá receber os recursos da Almirante Participações. A leitura do Expresso98 é que a liberação não é automática: a juíza já determinou restrições ao endividamento da SAF acima de R$ 5,9 milhões e impôs auditoria pela ICTS Global antes de novas operações de vulto, o que reforça que cada etapa será examinada com rigor.

O DIP (Debtor in Possession) é uma modalidade de financiamento voltada para empresas em recuperação judicial. Os recursos têm prioridade de pagamento sobre outras dívidas e são usados para manter a operação da companhia durante o processo de reestruturação. O Vasco argumentou, ao protocolar o pedido, que os recursos disponíveis em caixa seriam suficientes para manter as operações por apenas mais sete dias, e projetou possível déficit de R$ 300 milhões entre receitas e despesas até o fim do ano. Na avaliação do Expresso98, a urgência anunciada pela diretoria encontra agora o ritmo do Judiciário — e a janela de transferências segue aberta enquanto o clube aguarda a palavra final sobre o dinheiro que pretende usar, em parte, para reforçar o elenco.

Com informações do NetVasco, que cita X do jornalista Gustavo Cunha/Colina 1927.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 18 de agosto de 2026

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