Almirante S/A foi criada em abril de 2024, quando negociações de Lamacchia com Vasco SAF começaram

Almirante S/A foi criada em abril de 2024, quando negociações de Lamacchia com Vasco SAF começaram

A Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa que aparece como veículo da proposta de Marcos Lamacchia para aquisição das ações da Vasco SAF, foi constituída em 9 de abril de 2024. Segundo reportagens citadas pelo NetVasco, a data coincide com o período em que os Lamacchia negociavam a compra da SAF vascaína com Josh Wander, então controlador da 777 Partners. A criação da empresa aconteceu pouco antes do afastamento da 777 do comando do clube.

Marcos Lamacchia assinou a carta de intenção de compra da SAF em nome da Almirante Participações e Empreendimentos S.A., conforme divulgado pelo jornalista Danilo Danteskoo. O documento também foi subscrito por Mário Junqueira Franco Júnior, que consta nos registros públicos como presidente da empresa. Trata-se de uma Sociedade Anônima Fechada, com sede em São Paulo (SP) e capital social registrado de R$ 10 mil.

Segundo informações do NetVasco, a estrutura da Almirante já existia quando as negociações iniciais ocorreram em 2024, mas o negócio não avançou, possivelmente pela negativa da 777 e pela insegurança gerada pela disputa societária envolvendo a Vasco SAF. José Roberto Lamacchia, pai de Marcos e fundador da Crefisa, já havia declarado em entrevistas que as conversas com o presidente Pedrinho aconteciam desde 2024.

A atividade principal da Almirante Participações e Empreendimentos S.A., conforme registros oficiais, é a gestão de instalações esportivas. A empresa também possui como atividade secundária a participação em outras companhias, indicando que pode atuar como veículo de investimentos. Até o momento, não há demonstrações financeiras, relatórios públicos ou documentos que detalhem sua atuação operacional disponíveis.

Um documento divulgado durante o processo envolvendo a Vasco SAF informa que havia um investidor com negociações em estágio avançado para concluir o aporte na sociedade. O texto afirma que as tratativas aconteciam havia mais de dois anos e que a assinatura dos contratos só não foi concluída em razão da intervenção judicial na SAF. O documento não identifica nominalmente qual era esse investidor, mas destaca que ele permanece comprometido com a operação e não pretende alterar as condições comerciais já negociadas. A única exigência para concluir a assinatura dos documentos seria o restabelecimento da segurança jurídica e da governança da Vasco SAF.

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Publicado em 09 de julho de 2026

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