Arbitragem roubada: os lances que revoltaram o Vasco contra o Audax
A derrota por 2 a 1 para o Audax Italiano em São Januário deixou um gosto amargo que vai além do placar. Duas expulsões polêmicas e uma arbitragem questionável marcaram a noite de terça-feira pela Sul-Americana.

A eliminação precoce na Copa Sul-Americana doeu mais pela forma como aconteceu. O Vasco foi derrotado por 2 a 1 pelo Audax Italiano em pleno São Januário, mas a grande revolta vascaína tem nome e sobrenome: Hernan Heras, o árbitro uruguaio que comandou uma das atuações mais contestadas da temporada.
A primeira polêmica veio aos 35 minutos do primeiro tempo, quando JP levou o segundo cartão amarelo em lance no mínimo duvidoso. O meio-campista sofreu falta, mas o adversário simulou ter sido atingido — e Heras caiu na encenação, expulsando o jogador cruzmaltino. O detalhe que revolta: minutos antes, aos 10, JP havia pisado sem querer na sola de um adversário e o VAR chamou revisão, mas o árbitro optou pelo amarelo. Na segunda situação, quando o Vasco é que foi prejudicado, o vídeo não pôde intervir — a regra não permite revisão de segundo amarelo.
Mesmo com um a menos, o Gigante da Colina chegou ao intervalo vencendo por 1 a 0, gol de Brenner. Mas a arbitragem reservava outro golpe.
Aos 43 do segundo tempo, com o jogo em 1 a 1, Cuesta foi expulsado e o árbitro marcou pênalti após revisão do VAR. O colombiano segurou Diego Coelho em lance que começou fora da área e terminou dentro. A decisão gerou protestos acalorados — Hugo Moura levou amarelo só por gesticular.
Troyansky converteu a penalidade máxima e decretou a eliminação vascaína. Além das expulsões, o Cruz-Maltino reclamou de laterais e escanteios não marcados, além da cera escancarada do Audax no fim, ignorada pela arbitragem.
Foi uma noite para esquecer em São Januário. Mas que deixará marcas.
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