Atacante iraniano Mehdi Taremi recusa interesse do Vasco
O Vasco sondou o atacante Mehdi Taremi, do Olympiacos, mas o iraniano não tem interesse em atuar no futebol brasileiro. O jogador é conhecido de Admar Lopes e Pedro Emanuel dos tempos de Porto.

O Vasco colocou o atacante iraniano Mehdi Taremi na mira, mas encontrou resistência. O jogador do Olympiacos não demonstra interesse em atuar no futebol brasileiro neste momento, segundo apuração.
Mehdi Taremi havia entrado para a lista de desejos da diretoria vascaína como opção para reforçar o ataque. O iraniano tem a aprovação da cúpula do futebol do clube e é conhecido do diretor Admar Lopes e do técnico Pedro Emanuel — ambos trabalharam com o atacante no Porto, onde ele teve passagem de destaque.
Entre 2020 e 2024, Taremi acumulou 138 participações em gols em 182 jogos com a camisa do clube português. O desempenho em Portugal o levou à Inter de Milão, onde atuou como reserva no ataque formado por Marcus Thuram e Lautaro Martínez. Atualmente, está no Olympiacos, da Grécia, em último ano de contrato.
Além da falta de interesse do jogador, o Vasco enfrentaria outro obstáculo: o alto salário que Taremi recebe na Europa. Em 2025, o Botafogo tentou a contratação do iraniano, mas as conversas travaram justamente pela questão salarial.
O atacante da seleção do Irã, que disputou a Copa do Mundo de 2026, representa o perfil que o Vasco busca para a posição de centroavante — atualmente a nova prioridade do clube no mercado de transferências. O elenco vascaíno conta com Brenner e Spinelli, mas os dois não engrenaram nesta temporada.
A direção cruzmaltina está aberta a negociar Brenner nesta janela de transferências enquanto busca um novo atacante para assumir a posição titular no segundo semestre. Paralelamente à busca por reforço no ataque, o Vasco tenta fechar as negociações com o volante Nelson Deossa e o meio-campista Santiago Sosa.
Com informações do NetVasco, que cita ge.
## Análise Expresso98
A recusa de Mehdi Taremi acende o alerta para um problema que transcende a qualidade técnica do alvo: o Vasco enfrenta dificuldades objetivas para atrair jogadores de alto nível que atuam na Europa, mesmo quando há conexão prévia com a comissão técnica. O iraniano, conhecido de Pedro Emanuel e Admar Lopes dos tempos de Porto — onde acumulou 138 participações em gols em 182 jogos entre 2020 e 2024 —, não demonstrou interesse em atuar no futebol brasileiro neste momento, segundo a apuração. A resistência expõe o tamanho do desafio que a diretoria cruzmaltina tem pela frente na busca por um centroavante, prioridade absoluta na janela de transferências após Brenner e Spinelli não engatarem nesta temporada. Com a equipe na 16ª posição do Brasileirão, somando 20 pontos em 19 jogos e uma sequência de cinco jogos sem vencer, a urgência por reforços no setor ofensivo ganha contornos dramáticos.
A favor do Vasco pesa o fato de que a diretoria não concentrou seus esforços em um único nome e mantém outras alternativas no radar, com destaque para Luciano Rodríguez — alvo que o clube monitora desde 2024, quando o atacante defendia o Liverpool do Uruguai. Há também a vantagem de contar com Admar Lopes e Pedro Emanuel, profissionais que conhecem o mercado europeu e têm credenciais reconhecidas para avaliar perfis de atacantes. O avanço nas contratações de Nelson Deossa e Santiago Sosa mostra que o clube tem estruturado um planejamento de reforços mais amplo, não dependendo de um único movimento para qualificar o elenco. A abertura para negociar Brenner libera espaço salarial e de elenco, facilitando a chegada de um substituto à altura.
O que preocupa é a combinação de fatores que tornam o Vasco pouco atrativo neste momento para jogadores que atuam em ligas europeias: a falta de competitividade imediata — expressa na sequência negativa de resultados e na posição próxima à zona de rebaixamento — se soma à impossibilidade de oferecer salários compatíveis com os praticados no Velho Continente. O próprio Botafogo, em 2025, já havia esbarrado na questão salarial ao tentar Taremi, o que evidencia que não se trata de um problema exclusivamente vascaíno, mas que afeta diretamente a capacidade do clube de competir por determinados perfis. A urgência por um centroavante de peso contrasta com a dificuldade prática de viabilizar essas contratações, e o risco é que o tempo da janela escoe sem que a posição seja adequadamente preenchida — cenário que comprometeria ainda mais a reação no Brasileirão.
A recusa de Taremi é um revés pragmático, não um fracasso de planejamento. O Vasco fez a lição de casa ao identificar um perfil que correspondia tecnicamente à necessidade e contava com respaldo da comissão técnica, mas esbarra em limitações estruturais que exigem redirecionamento rápido. A diretoria precisa acelerar as conversas pelos nomes alternativos — Luciano Rodríguez ou outros perfis variados que estão sendo avaliados, conforme indicam os bastidores — e encontrar um meio-termo entre qualidade técnica e viabilidade financeira. O time joga contra o Independiente Medellin pela Copa Sul-Americana no São Januário em 29 de julho, e a janela de transferências não perdoa hesitação: ou o Vasco fecha logo um centroavante à altura da urgência, ou a temporada corre o risco de descarrilar antes mesmo de Pedro Emanuel consolidar seu trabalho.
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