Atacante uruguaio Rodrigo Aguirre é oferecido ao Vasco

O atacante Rodrigo Aguirre foi oferecido ao Vasco da Gama, segundo apuração da Agência RTI Esporte. O jogador uruguaio tem contrato com o Tigres, do México, até junho de 2029, mas não deve permanecer no clube. A direção mexicana aceita liberar o atacante por empréstimo sem custos, com o clube interessado pagando integralmente os salários do jogador, que recebe cerca de R$ 630 mil por mês.
Segundo fonte ouvida pela RTI Esporte, Aguirre trata como prioridade o retorno para o futebol da América do Sul, com foco no futebol brasileiro. Depois disso, o atacante prioriza o futebol argentino e, por último, o Uruguai. O Vasco busca um camisa nove para a sequência da temporada, mas ainda não abriu negociação com o uruguaio. Na derrota para o Vitória na última quinta-feira, 16, Claudio Spinelli foi titular e atuou muito mal exercendo a função de centroavante.
Rodrigo Aguirre disputou 21 jogos em 2025, marcou cinco gols e deu três assistências. Mesmo com números irregulares, o jogador foi convocado para a disputa da Copa do Mundo com a Seleção do Uruguai. Ele foi titular na estreia da fase de grupos e atuou durante os 90 minutos no empate por 1 a 1 com a Arábia Saudita.
O uruguaio se envolveu em polêmica na abertura da temporada 2026/27 do futebol mexicano. Aguirre foi expulso na derrota do Tigres por 3 a 1 para o Tijuana e deixou a direção do clube enfurecida. Ele discutia com Gómez, do Tijuana, quando colocou a mão na frente da boca. O VAR acionou o árbitro, que foi até o monitor e expulsou o jogador, seguindo a nova determinação da FIFA. A chamada "Lei Vini Jr." começou a ser aplicada durante a Copa do Mundo em casos claros de discussão, com a intenção de evitar casos de racismo.
Rodrigo Aguirre tem um longo currículo no futebol. O jogador foi revelado pelo Liverpool, do Uruguai, e passou por equipes como Empoli, Udinese e Perugia, da Itália. Ele foi contratado pelo Botafogo na temporada de 2018 e chegou com grande expectativa, mas passou pelo clube com atuações apagadas e marcou somente um gol. Aguirre também defendeu a LDU, do Equador; Lugano, da Suíça; e, no México, antes de acertar com o Tigres, jogou por Necaxa, Monterrey e América.
## Análise Expresso98
O Vasco segue buscando um camisa nove para tentar reagir no Brasileirão, onde ocupa a 17ª posição com apenas 20 pontos em 19 jogos e saldo negativo de oito gols — situação delicada que exige urgência. A oferecida de Rodrigo Aguirre surge num momento em que Claudio Spinelli decepcionou atuando como centroavante na derrota para o Vitória, evidenciando a carência do setor ofensivo. Com um único reforço confirmado até aqui (Paulinho, que sequer foi relacionado na estreia de Pedro Emanuel), o clube precisa acelerar movimentações para não ficar refém de um mercado cada vez mais estreito e da pressão da tabela.
A favor, pesa o fato de que o uruguaio chega sem custos de empréstimo e com experiência em futebol sul-americano e europeu, além de ter sido convocado para a Copa do Mundo recente — titular na estreia contra a Arábia Saudita. A prioridade dele pelo futebol brasileiro pode facilitar conversas, e o perfil de centroavante experiente atende a uma lacuna óbvia do elenco. O Vasco tem negociado outras peças (caso de Nelson Deossa, próximo de acertar; e Diego Carlos, sondado para a defesa), o que mostra alguma atividade da diretoria, mas o relógio corre contra um time que vem de quatro derrotas seguidas antes da última vitória.
Preocupa, e muito, o histórico irregular de Aguirre: passou apagado pelo Botafogo em 2018, marcando apenas um gol, e em 2025 disputou 21 jogos pelo Tigres com números modestos (cinco gols e três assistências). A expulsão polêmica na abertura da temporada mexicana, envolvendo a "Lei Vini Jr.", deixou a direção do Tigres enfurecida e acelera a saída — sinal de que o clube desiste dele. O salário de R$ 630 mil mensais é alto para um jogador sem garantias de rendimento, e assumir integralmente esse valor num elenco que já tem folha pressionada pode travar outras contratações mais urgentes. Além disso, trazer um nome sem brilho recente enquanto o time afunda na zona de rebaixamento é apostar num resgate que pode não acontecer — e o Vasco não tem margem para mais erros.
A oferta de Aguirre expõe a fragilidade do planejamento: chegar a meados de julho, com o Brasileirão já em risco real de rebaixamento e o ataque vazio de soluções, recebendo oferecidas de jogadores descartados por outros clubes, é sintoma de que a janela está sendo tocada sem método. O uruguaio pode até servir como opção de elenco, mas dificilmente será a resposta que o momento pede — e enquanto o Vasco avalia nomes sem brilho, concorrentes diretos na tabela se armam com mais critério. A sequência de cinco derrotas em seis jogos não permite apostas tímidas; é preciso acertar, e rápido, sob pena de a temporada escorregar de vez.
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