Bahia invicto há 12 anos contra Vasco em Salvador

Bahia invicto há 12 anos contra Vasco em Salvador

Bahia e Vasco se enfrentam neste domingo (9), às 16h (de Brasília), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O confronto coloca frente a frente o quinto colocado tricolor, com 32 pontos, e o lanterna vascaíno, 18º com 21 pontos e um jogo a menos.

A Fonte Nova se tornou um trunfo decisivo para o Bahia na rivalidade com o Vasco. Desde a inauguração do estádio em 2013, o clube carioca não venceu mais em Salvador. São 11 partidas disputadas na nova arena com oito vitórias do Bahia e três empates. A última derrota tricolor em casa aconteceu em 2012, quando o Vasco fez 2 a 1 no estádio de Pituaçu, pela quarta rodada do Brasileirão daquele ano, com gols de Juninho Pernambucano e Diego Souza.

O aproveitamento do Bahia em Salvador neste período foi de 55% em 23 partidas oficiais contra o Vasco, com 11 vitórias, sete derrotas e cinco empates. Antes da inauguração da Fonte Nova, o retrospecto era mais equilibrado: 50% de aproveitamento em 44 jogos, com 17 triunfos, 12 derrotas e 15 empates. No encontro mais recente entre as equipes em Salvador, o Bahia venceu por 1 a 0 com gol de Erick Pulga, pela 35ª rodada do Brasileirão 2025.

No Cartola, o Bahia pontua consideravelmente mais que o Vasco: média de 61,29 pontos contra 55,50. Segundo o ge.globo, o Tricolor passou dos 76 pontos na última rodada no empate sem gols visitando o Fluminense, enquanto o Cruz-maltino não ultrapassa os 50 pontos desde a 15ª rodada. Apesar de três empates seguidos, o Bahia tem o segundo melhor ataque entre os times da Série A em 2026, com 1,86 gol por jogo, e aproveitamento de 50,7% contra adversários da elite.

O Vasco, por outro lado, é o time que mais chuta no Brasileirão (17,6 tentativas por jogo), mas possui o ataque mais ineficiente da competição: precisa de 15,3 chutes para marcar um gol. Os três jogadores que mais chutam no campeonato são vascaínos: Spinelli (4,63 a cada 90 minutos), Andrés Gómez (4,06) e Johan Rojas (3,65). Como visitante, o aproveitamento é de apenas 14,8%, com quatro pontos em 27 possíveis e nenhuma vitória fora de casa.

Entre os destaques para a partida, o goleiro Ronaldo defende em média 84,8% dos chutes em direção à meta do Bahia e fez nove defesas contra o Fluminense na última rodada. O lateral Luciano Juba tem média de 7,5 pontos como mandante, enquanto Andrés Gómez lidera o ranking dos protagonistas do Cartola, responsável por 12,35% de todos os pontos do Vasco nesta edição.

## Análise Expresso98

O Vasco chega à rodada 22 do Campeonato Brasileiro na lanterna, com 21 pontos em 20 jogos e saldo negativo de oito gols, encarando um desafio historicamente adverso: enfrentar o Bahia na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Desde a inauguração do estádio em 2013, o Cruz-Maltino não venceu mais em Salvador — são 11 partidas na nova arena com oito derrotas e três empates, um tabu que completa 12 anos se contarmos a última vitória vascaína na capital baiana, registrada em 2012 no antigo Pituaçu, curiosamente com gol de Juninho Pernambucano. O tricolor baiano ocupa a quinta colocação com 32 pontos e o segundo melhor ataque da Série A, enquanto o Vasco atravessa sequência de quatro derrotas consecutivas (forma DLLLL) e não pontua como visitante desde a abertura do returno — são apenas quatro pontos em 27 possíveis fora de casa, sem nenhuma vitória longe de São Januário.

A favor do Gigante da Colina pesa o volume ofensivo: o time é o que mais chuta no Brasileirão, com média de 17,6 tentativas por jogo, e possui três dos quatro jogadores que mais finalizam na competição — Spinelli, Andrés Gómez e Johan Rojas. Esse dado revela ao menos a intenção de buscar o gol e a presença constante no ataque adversário, um sinal de que a equipe de Pedro Emanuel não se acomoda taticamente mesmo diante do momento delicado. Além disso, Andrés Gómez lidera o ranking de protagonistas do Cartola vascaíno, sendo responsável por 12,35% de todos os pontos do clube na edição deste ano, mostrando que há ao menos uma referência técnica capaz de desequilibrar individualmente.

A ineficiência ofensiva, porém, é alarmante: o Vasco precisa de 15,3 chutes para marcar um gol, configurando o ataque mais ineficaz da Série A. Chutar muito e converter pouco traduz falta de finalização, de movimentação inteligente ou de criatividade no último terço — ou tudo isso junto. Como visitante, o aproveitamento de 14,8% beira o colapso e expõe fragilidade estrutural longe de casa, exatamente o cenário que se repetirá em Salvador. Enfrentar o Bahia na Fonte Nova, onde o retrospecto vascaíno é nulo há mais de uma década e o adversário possui o segundo melhor ataque do campeonato, transforma a missão em hercúlea para um time que ainda busca sua identidade sob o comando de Pedro Emanuel e vive momento de transição no mercado, com indefinições em reforços e no ajuste do elenco.

**Leitura Expresso98:** o confronto contra o Bahia na Fonte Nova sintetiza o drama vascaíno de 2026 — volume sem conversão, tabu histórico e lanterna da tabela. Reverter 12 anos de jejum em Salvador exigirá muito mais do que as 17,6 finalizações por jogo: será preciso acertar a mira, encontrar espaços num adversário que defende bem em casa e, principalmente, quebrar a sina de visitante que assombra o Gigante da Colina neste Brasileiro. O torcedor vascaíno sabe que milagres fazem parte da história do clube, mas também sabe que eles não caem do céu — e diante do quinto colocado, fora de casa e sem vencer longe do Rio, a matemática grita mais alto que a fé.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 07 de agosto de 2026

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