BAP processa Pedrinho, cobra R$ 40 mil e exige retratação pública após ser chamado de mau-caráter

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, entrou com ação judicial contra Pedrinho, mandatário do Vasco, por danos morais. Segundo informou o jornalista Venê Casagrande no X, o processo tramita na 1ª Vara Cível da Regional de Bangu e pede indenização de pelo menos R$ 40 mil, além de retratação pública.
A ação foi motivada por declarações de Pedrinho feitas no dia 19 de agosto, no aeroporto, durante o embarque da delegação vascaína para Assunção, no Paraguai. Na ocasião, o presidente cruz-maltino afirmou: "Vou falar da pessoa Bap. Zero instituição, tá? Estou falando do Bap especificamente. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita".
A defesa de Bap argumenta que as declarações ultrapassaram uma divergência institucional entre os clubes e atingiram diretamente sua honra. O processo destaca que Pedrinho deixou explícito estar falando sobre a pessoa física do dirigente, e não sobre o Flamengo enquanto instituição. Segundo a ação, as declarações foram reproduzidas por pelo menos 16 veículos de comunicação nas 48 horas seguintes, incluindo portais esportivos, emissoras de televisão e rádio e sites de notícias.
Além da indenização, Bap solicita que a retratação pública tenha projeção semelhante à das declarações originais, justamente porque as críticas ganharam grande espaço na imprensa esportiva. O presidente do Flamengo também pede que Pedrinho arque com as custas processuais e os honorários advocatícios decorrentes da ação. Até a apresentação do processo, segundo a defesa, o presidente vascaíno não havia se retratado pelas declarações.
O confronto público aconteceu um dia depois de surgir a informação de que o Flamengo havia acionado a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para avaliar os gastos do Vasco, que atravessa um processo de recuperação judicial. Pedrinho reagiu duramente à movimentação e acusou Bap de adotar discursos diferentes dependendo dos interesses envolvidos. "Hipócrita porque ele usa a frase: 'Estou fazendo para o bem do Campeonato Brasileiro. É para o Campeonato Brasileiro ter uma isonomia, um processo legal'. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa", afirmou o dirigente vascaíno.
O dirigente cruz-maltino utilizou como exemplo a discussão envolvendo a divisão das receitas da Libra. Na visão de Pedrinho, Bap defende uma posição mais coletiva quando analisa questões relacionadas a outros clubes, mas prioriza os interesses do Flamengo quando o Rubro-Negro está diretamente envolvido.
A relação entre Bap e Pedrinho já vinha acumulando atritos antes das declarações de agosto. Em junho, o presidente do Flamengo afirmou que poderia recorrer à Justiça caso Marcos Lamacchia participasse da compra da SAF vascaína. Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A ação não significa que Pedrinho já tenha sido condenado ou que Bap receberá os R$ 40 mil solicitados — o valor e os demais pedidos ainda dependem da análise da Justiça.
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