BAP processa Pedrinho por dano moral e cobra R$ 40 mil após chamá-lo de 'mau-caráter' e 'hipócrita

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, entrou com processo contra Pedrinho na 1ª Vara Cível de Bangu. A ação cobra indenização de R$ 40 mil e retratação pública pelas declarações de agosto, quando o dirigente vascaíno o chamou de 'mau-caráter' e 'hipócrita'.

pedrinho presidente vasco

Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo, entrou com processo judicial contra Pedrinho, presidente do Vasco, cobrando indenização por dano moral. A ação corre na 1ª Vara Cível da Regional de Bangu e pede valor não inferior a R$ 40 mil, segundo documento ao qual o ge teve acesso.

O processo tem como base declarações dadas por Pedrinho no dia 19 de agosto, durante o embarque da delegação vascaína para Assunção, no Paraguai. Na ocasião, o dirigente cruzmaltino atacou nominalmente o presidente rubro-negro:

— Vou falar da pessoa BAP. Zero instituição (Flamengo), tá? Estou falando do BAP especificamente. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita.

Para o Expresso98, a judicialização da declaração eleva a temperatura do conflito para além da esfera administrativa e institucional — o pedido de R$ 40 mil se ancora no âmbito pessoal, e a defesa de BAP constrói a tese explorando justamente o trecho em que Pedrinho disse mirar "a pessoa", não o clube. O contexto recente reforça a leitura: dias antes, Flamengo e Fluminense haviam vetado o uso do Maracanã pelo Vasco para a partida contra o Vitória pelas quartas de final da Copa do Brasil, episódio que gerou recurso judicial do Cruzmaltino e intensificou o atrito entre as diretorias.

Pedrinho justificou a acusação de hipocrisia ao alegar que BAP defende isonomia no futebol brasileiro quando o tema envolve outros clubes, mas muda de postura quando se trata dos interesses do Flamengo.

— Hipócrita porque ele usa a frase: 'Estou fazendo para o bem do Campeonato Brasileiro. É para o Campeonato Brasileiro ter uma isonomia, um processo legal'. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa.

A defesa de BAP destaca que Pedrinho atacou a pessoa física, não a jurídica, usando como argumento a frase "Zero instituição, tá? Estou falando do BAP especificamente". O documento também afirma que, até o momento da entrada do processo, não houve retratação.

Segundo a ação, as declarações foram reproduzidas em pelo menos 16 veículos de comunicação nas 48 horas seguintes — portais esportivos de alcance nacional, emissoras de televisão e rádio, jornais e portais de notícias gerais.

Além da indenização de R$ 40 mil, que a defesa alega ser "proporcional à gravidade da conduta e adequada à dupla função, compensatória e pedagógica", BAP cobra retratação pública de Pedrinho nos mesmos canais e com a mesma projeção das declarações originais. O processo também pede o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios.

A leitura do Expresso98 é que o pedido de retratação pública nos mesmos canais projeta desgaste maior do que o valor pecuniário: expor Pedrinho em 16 veículos de comunicação amplia o custo político da declaração, especialmente num momento em que o clube luta por empréstimos judicialmente travados e pela conclusão do processo de venda da SAF. O histórico recente mostra que a diretoria vascaína vem enfrentando sucessivos embates jurídicos — desde a limitação de movimentação financeira a R$ 5,9 milhões até a negativa do Maracanã —, e este processo adiciona mais um front de disputa com a administração rubro-negra.

A informação foi divulgada inicialmente por Fabricio Chicca, do canal "Mundo na bola".

Com informações do ge.globo, por Marcello Neves.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 26 de agosto de 2026

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