Brenner não convence, e Renato segue sem solução na ponta direita
Atacante teve atuação discreta contra o Corinthians e se junta à lista de jogadores que não agarraram a chance no setor ofensivo. Renato Gaúcho já testou quatro formações distintas em nove jogos do Brasileirão.

Quatro jogadores testados, nove partidas disputadas, zero soluções encontradas. A sina de Renato Gaúcho para definir o ataque do Vasco ganha contornos cada vez mais preocupantes, especialmente pela ponta direita — setor que se tornou a principal dor de cabeça do treinador neste início de trabalho no clube cruzmaltino.
Contra o Corinthians, Brenner recebeu sua primeira chance como titular no Campeonato Brasileiro sob o comando de Renato. A atuação, porém, foi discreta. O atacante recebeu uma das piores notas na avaliação dos torcedores e se juntou a Nuno Moreira, Rojas e Hinestroza na lista de jogadores que não conseguiram se firmar na posição.
Nuno Moreira abriu os trabalhos nos quatro primeiros compromissos. Depois, Rojas assumiu a titularidade. Hinestroza ganhou uma oportunidade no empate em 1 a 1 com o Coritiba, aproveitando a suspensão de Andrés Gómez. Agora foi a vez de Brenner. Das opções disponíveis, apenas Adson ainda não estreou entre os titulares com Renato — o atacante entrou no segundo tempo em quatro jogos, incluindo contra o Corinthians, quando deu mais intensidade ao setor mas tampouco levou perigo ao gol adversário.
O problema não é apenas ofensivo. No novo esquema com três volantes, os pontas ganharam ainda mais protagonismo, mas a ausência de intensidade e velocidade pelo lado direito cria um desequilíbrio tático evidente. Os principais jogadores ofensivos do Vasco concentram-se à esquerda — Andrés Gómez, Cuiabano e Thiago Mendes —, tornando o time previsível.
Defensivamente, o lado direito também sofre. Desde o confronto contra o Botafogo, Tchê Tchê assumiu a responsabilidade de preencher o setor sem a bola, mas o volante vem acumulando atuações apagadas. Com pouca intensidade física e tendência a deixar o setor para participar do jogo por dentro, Tchê Tchê cede espaços perigosos nas costas. O gol de Matheus Bidu pelo Corinthians, aliás, nasceu exatamente desse lado vulnerável da defesa vascaína.
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