Campos Mello recorre e leva as ações da 777 à segunda instância; Matix pede penhora antes do leilão

O leilão das ações da 777 Carioca na Vasco SAF, marcado para sexta-feira (25) às 14h, enfrenta novas tentativas de bloqueio nas últimas horas. O escritório Campos Mello apresentou nesta segunda-feira (23) um Agravo de Instrumento, levando para a segunda instância a tentativa de tornar indisponíveis as ações da 777 Carioca na Vasco SAF. A informação foi publicada no X pelo jornalista Gustavo Tutinha (@gustavotutinha).
O escritório cobra R$ 740.350,13 da 777 e havia pedido em primeira instância uma medida cautelar sobre as ações. O pedido foi negado pela 14ª Vara Cível e, agora, o Campos Mello recorre ao Tribunal buscando reverter a decisão. No agravo apresentado hoje, pede que o Tribunal conceda efeito ativo e determine a indisponibilidade das ações da 777 na Vasco SAF. Subsidiariamente, solicita a averbação, junto à JUCERJA, de protesto contra a alienação dessas ações. Até agora, não existe decisão da segunda instância concedendo o bloqueio nem suspendendo o leilão.
Em frente paralela, a Matix Capital apresentou manifestação à 51ª Vara Cível do Rio pedindo que seja restabelecida, com urgência, a eficácia da penhora sobre ações atribuídas à 777 Partners na Vasco SAF. A petição está datada de 22 de setembro, segundo o Podcast Cruzmaltino (@PodCruzmaltino). A empresa quer a análise antes da abertura das propostas para a venda da UPI Equity, marcada para 25 de setembro.
Em maio, a Justiça determinou a penhora e mandou que o Vasco registrasse a restrição no livro de ações da companhia, impedindo transferência ou oneração dessas ações sem autorização judicial. O Vasco contestou apontando uma diferença central: a acionista registrada é a 777 Carioca, pessoa jurídica distinta da 777 Partners, contra quem foi determinada a penhora. Após a rejeição dos primeiros embargos de declaração, o Vasco apresentou novos embargos. O juiz então suspendeu a eficácia das decisões anteriores, incluindo a penhora. É essa suspensão que a Matix tenta reverter agora.
A Matix sustenta que a transferência dos ativos para uma nova sociedade, dentro da operação de venda da UPI Equity, esvaziaria o valor econômico das ações que pretende manter penhoradas, comprometendo sua garantia de recebimento. A credora pede restabelecimento imediato da eficácia das decisões suspensas, não admissão dos novos embargos do Vasco, apresentação do acordo celebrado na arbitragem, intimação do Vasco para comprovar o registro da penhora em cinco dias e aplicação de multa ao clube. Este documento não é uma decisão judicial e não suspende o leilão.
O movimento do Campos Mello se soma a outras frentes envolvendo as ações da 777, como Matix e jogadores/credores. Tudo isso acontece às vésperas do leilão, marcado para sexta-feira, às 14h.
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