CBF define Ramon Abatti Abel e Wilton Pereira Sampaio para Vasco x Fluminense nas oitavas da Copa do Brasil

A CBF definiu a arbitragem dos dois jogos entre Vasco e Fluminense pelas oitavas de final da Copa do Brasil. No duelo de ida, apita Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina. Na volta, o árbitro será Wilton Pereira Sampaio, de Goiânia. Ambos fazem parte do quadro da Fifa e estiveram na Copa do Mundo.
O último jogo do Fluminense apitado por Ramon Abatti Abel foi em 2025, na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, no Maracanã. Em jogos do Vasco, a última participação do catarinense foi na derrota por 4 a 1 para o Internacional, na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro deste ano.
A última participação de Wilton Pereira Sampaio em jogos do Vasco foi no empate por 2 a 2 com o Flamengo, também pelo Campeonato Brasileiro. Já em jogos do Fluminense, Wilton apitou a vitória da equipe por 2 a 1 contra o São Paulo, também no Brasileirão.
Em 2025, quando as equipes se enfrentaram na semifinal da Copa do Brasil, Wilton Pereira Sampaio também foi o árbitro da partida. Na ocasião, o Fluminense venceu o jogo por 1 a 0 no tempo normal, e o Vasco se classificou nos pênaltis.
Fluminense e Vasco se enfrentam nos dias 1 e 5 de agosto, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Os dois jogos serão disputados no Maracanã, assim como em 2025.
## Análise Expresso98
A CBF escalou Ramon Abatti Abel para a ida e Wilton Pereira Sampaio para a volta das oitavas da Copa do Brasil contra o Fluminense, nos dias 1 e 5 de agosto, ambos os jogos no Maracanã. São árbitros FIFA experientes, mas o histórico recente com o Vasco traz motivos de apreensão: Ramon apitou a goleada sofrida por 4 a 1 para o Internacional neste Brasileirão, enquanto Wilton comandou o empate em 2 a 2 com o Flamengo — jogos que ilustram bem a irregularidade cruzmaltina. O contexto é ainda mais delicado porque o Vasco chega na lanterna da forma (quatro derrotas seguidas antes da vitória isolada), ocupando o 17º lugar no Brasileirão com 20 pontos em 19 jogos e saldo negativo de oito gols, vivendo momento de total instabilidade dentro e fora de campo.
A favor pesa apenas o precedente recente: na semifinal da Copa do Brasil de 2025, com Wilton Pereira Sampaio apitando, o Vasco perdeu por 1 a 0 no tempo normal mas se classificou nos pênaltis — a lembrança de que é possível virar um placar adverso no mata-mata. Ambos os duelos serão disputados no Maracanã, terreno neutro que ao menos não entrega ao rival tricolor a vantagem de jogar em casa, e a Copa do Brasil representa uma das poucas esperanças reais de título na temporada, o que pode mobilizar o elenco emocionalmente. Mais nada joga a favor neste momento.
O que preocupa é praticamente tudo. O Vasco atravessa crise financeira aguda — a disponibilidade de caixa despencou de R$ 20,2 milhões no início de junho para R$ 9,3 milhões no fim do mês, e o saldo foi consumido na primeira quinzena de julho, levando o clube a aprovar um financiamento DIP de R$ 40 milhões apenas para recompor caixa e honrar obrigações da Recuperação Judicial. Pedro Emanuel está há apenas uma semana no cargo, ainda conhecendo o elenco e sem tempo hábil para implementar mudanças táticas profundas antes de um clássico de mata-mata. A fase esportiva é desastrosa: quatro derrotas consecutivas expuseram um time frágil, sem confiança, e o empate com o Flamengo citado na arbitragem de Wilton mostra que nem contra rivais diretos o Vasco consegue vencer. Além disso, o histórico de Ramon Abatti Abel na goleada para o Inter reforça a imagem de fragilidade defensiva que pode ser explorada por um Fluminense tecnicamente superior. Jogar duas partidas seguidas no Maracanã, estádio onde o rival se sente em casa, é mais um fator de desvantagem velada.
A escalação de dois árbitros experientes e de nível FIFA deveria tranquilizar, mas o retrospecto recente do Vasco sob o comando de ambos — derrota acachapante e empate num momento já ruim — não inspira confiança. O clube chega às oitavas em queda livre no Brasileirão, com a conta bancária zerada, técnico novo ainda em adaptação e um adversário que, historicamente, costuma levar vantagem nos clássicos recentes. A Copa do Brasil é a última tábua de salvação da temporada, mas apostar em virada heroica nos pênaltis, como em 2025, é ilusão perigosa — o Vasco de agora não tem a mesma consistência nem margem para erros. Se não houver reação imediata, a eliminação precoce pode aprofundar ainda mais a crise vascaína em todas as frentes.
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