Centroavantes do Vasco somam 11 gols em 2026, menos que John Kennedy sozinho

Centroavantes do Vasco somam 11 gols em 2026, menos que John Kennedy sozinho

O Vasco trabalha para melhorar o poder ofensivo da equipe às vésperas do jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Fluminense, nesta quarta-feira, às 21h30, no Maracanã. Após empatar por 0 a 0 com o rival no sábado, o time de Pedro Emanuel tenta encontrar uma solução para a posição de centroavante, o principal gargalo do sistema ofensivo nesta temporada.

Os três jogadores que disputam a posição — Brenner, David e Spinelli — marcaram, juntos, 11 gols em 2026. O número é inferior aos 14 gols de John Kennedy, atacante do Fluminense que foi titular no jogo de ida e criou duas boas chances para Canobbio, ambas defendidas por Léo Jardim. Spinelli lidera o trio vascaíno com seis gols, seguido por Brenner (três) e David (dois), mas nenhum dos três mostrou desempenho convincente ou se firmou como referência no ataque.

Segundo o Extra, Pedro Emanuel tem apenas dois dias para trabalhar o setor ofensivo antes da partida decisiva. Nos cinco primeiros jogos sob seu comando, o Vasco apresentou pouco poder de decisão no ataque. David foi escolhido para o clássico de sábado e contribuiu em algumas disputas aéreas, mas também não correspondeu ao estilo de jogo com passes que o técnico português busca. Brenner, que por característica se encaixa melhor no sistema com passes e jogo fora da área, perdeu espaço após temporada irregular. Spinelli, o artilheiro da temporada, não tem se destacado quando exigido com bola no pé e jogo longe da meta adversária.

Enquanto busca soluções no ataque, o Vasco apresentou evolução defensiva sob Pedro Emanuel. A equipe terminou duas partidas consecutivas sem sofrer gols pela primeira vez na temporada, limitou o Fluminense a apenas duas finalizações no alvo no sábado e liderou os desarmes no clássico. Os números refletem a prioridade do treinador português nos treinamentos de posicionamento defensivo e transições nos pouco mais de 20 dias no comando. O Vasco encerrou o jogo com 51% de posse de bola.

"Estamos em uma crescente. É o início de um trabalho com um treinador novo. A gente quer evoluir principalmente e ter uma sequência de vitórias. Saímos sem levar gol mais um jogo, esperamos vencer na quarta", afirmou o volante Jair. O retorno de Jair, titular após quase um ano afastado por lesão no joelho direito, conferiu mais equilíbrio ao meio-campo tanto na proteção à defesa quanto na saída de bola.

O Vasco negocia com Facundo Colidio, do River Plate, para reforçar o sistema ofensivo. Segundo o ge, há acordo entre clube e atleta, e agora faltam detalhes sobre forma de pagamento. Embora a diretoria não o analise completamente como centroavante, Colidio atua na posição no clube argentino. O lateral Paulo Henrique destacou o trabalho de Pedro Emanuel: "Ele tem passado muita confiança e passado aos poucos a metodologia de trabalho. Sabe tirar o melhor de cada atleta e dar confiança, porque foi vencedor. São poucos dias de trabalho, mas muitos jogos. Podem ser só cinco jogos, mas para os dias que são é bastante. Tem sido positivo, ele vai ser importante para nós".

## Análise Expresso98

O Vasco chega à decisão de quarta-feira contra o Fluminense, no Maracanã, com um diagnóstico claro: o ataque segue sendo o principal gargalo da equipe. Os números da matéria expõem uma fragilidade objetiva — Brenner, David e Spinelli somaram apenas 11 gols em 2026, menos que John Kennedy sozinho pelo rival tricolor. Pedro Emanuel tem pouco mais de 20 dias de trabalho e apenas dois treinos até o jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil, após o empate sem gols no primeiro confronto. A equipe ocupa a 18ª posição no Brasileirão, com 21 pontos em 20 jogos e saldo negativo de oito gols, refletindo a dificuldade crônica de converter jogadas em finalizações efetivas. A urgência por reforços no setor ofensivo — com Colidio como prioridade e avaliações sobre Jhon Córdoba e Brian Rodríguez — mostra que a diretoria reconhece o problema, mas soluções concretas ainda não chegaram ao gramado.

A evolução defensiva sob o comando do técnico português é o sinal mais concreto de resposta imediata. O Vasco terminou duas partidas consecutivas sem sofrer gols pela primeira vez na temporada, limitou o Fluminense a apenas duas finalizações no alvo no sábado e liderou os desarmes no clássico. O retorno de Jair após quase um ano afastado trouxe equilíbrio ao meio-campo, tanto na proteção à defesa quanto na saída de bola, e a equipe encerrou o jogo de ida com 51% de posse. A fala de Paulo Henrique — destacando a confiança transmitida por Pedro Emanuel e a metodologia mesmo em poucos dias — aponta para um elenco em processo de assimilação tática. A solidez defensiva recente é o alicerce mínimo necessário para qualquer construção mais ambiciosa.

A escassez ofensiva, porém, continua preocupante e sem solução à vista para a partida decisiva. Nenhum dos três centroavantes mostrou desempenho convincente ou se firmou como referência: David contribui em disputas aéreas mas não se encaixa no jogo de passes que o técnico busca; Brenner, que tem o perfil mais adequado ao sistema, perdeu espaço após temporada irregular; Spinelli, artilheiro da temporada com seis gols, não se destaca quando exigido com bola no pé longe da meta adversária. As negociações por reforços — Colidio com acordo entre clube e atleta aguardando detalhes financeiros, Brian Rodríguez ainda em conversas embrionárias, Jhon Córdoba em avaliação sem proposta oficial — indicam que qualquer reforço chegará tarde demais para o confronto de quarta-feira. O time terá de decidir a vaga com o elenco atual e suas limitações conhecidas.

**Leitura Expresso98:** o Vasco de Pedro Emanuel já encontrou um caminho defensivo — a solidez das duas últimas partidas não é acaso, é fruto de trabalho objetivo em posicionamento e transições. Mas futebol se decide no gol, e o problema do ataque permanece sem resposta imediata. O técnico terá dois dias para extrair o máximo de um setor que, pelos números, entrega menos que o rival direto de quarta-feira. A decisão no Maracanã será, antes de tudo, um teste de capacidade de superação: se a evolução defensiva pode compensar a escassez ofensiva, ou se a falta de um finalizador confiável cobrará seu preço mais uma vez. As negociações por reforços apontam na direção certa, mas o Vasco joga quarta-feira com o que tem — e o que tem, por ora, não basta para afastar a preocupação.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 04 de agosto de 2026

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