Colidio desembarca no CT e detona: 'Posso jogar em todas as posições do ataque'
Apresentado nesta sexta-feira no CT Moacyr Barbosa, Facundo Colidio chega para reforçar o ataque do Vasco. O argentino se define como segundo atacante, mas garante versatilidade total no setor ofensivo.

Nesta sexta-feira, o Vasco apresentou Facundo Colidio no CT Moacyr Barbosa. O argentino é o primeiro reforço para o ataque nesta janela de transferências e chega como opção para Pedro Emanuel em um momento em que o setor ofensivo ganhou ainda mais urgência após a lesão de Brenner.
Colidio deixou claro que pode atuar em qualquer função no ataque. "Assim como disse o Sosa, as características de argentinos são a garra, o coração... E bom. Sabemos todos que no Brasil jogar bonito é melhor. Jogo mais como segundo atacante. Mas posso atuar como um camisa 9 no centro, também pela esquerda ou pela direita. Sinceramente, posso jogar em todas posições do ataque. Então, estou disposto a ajudar, o técnico vai me conhecer e decidir", afirmou o jogador.
Para o Expresso98, essa versatilidade chega em boa hora: com Brenner fora por pelo menos 45 dias, Colidio oferece a Pedro Emanuel exatamente o que a comissão técnica vinha pedindo — um atacante capaz de jogar de referência e com perfil semelhante ao do camisa 20. A postura do argentino, disposto a ocupar qualquer função, facilita o encaixe no sistema tático que o treinador português vem desenhando.
O atacante explicou que sua forma de jogar mudou ao longo da carreira. "Quando era mais novo, comecei sendo um 9 de referência. Depois, à medida que fui crescendo, modifiquei muito meu jogo, fui mudando. Isso me levou a ter mais características, ser mais maleável na maneira de jogar e poder jogar em qualquer posição: na frente, pela esquerda, pela direita também posso fazer, mas me sinto mais incômodo pelo meu perfil. É isso, hoje posso fazer todas as posições no ataque", disse.
A expectativa é que Colidio estreie neste domingo com a camisa do Vasco. Ele usará a número 9, que escolheu por razões pessoais. "A camisa número 9 é a que eu usava quando era mais novo, por isso que eu gosto. Minha meta é ajudar a equipe a conseguir o máximo possível e alcançar a maior quantidade de resultados", declarou.
O argentino disputará posição no ataque com Spinelli, Brenner e David, ou nas pontas com Adson, Nuno Moreira, Andrés Gómez e Marino Hinestroza. Sobre a concorrência interna, Colidio foi direto: "Sabemos que, internamente, existe uma competição, mas a competição é sempre saudável. Ainda mais neste grupo, encontramos um grupo de pessoas muito boas, isso é importante. Obviamente vai jogar quem o técnico escolher, mas a minha vontade é de jogar, claro".
Na quinta-feira, o atacante visitou São Januário pela primeira vez. "Ontem fomos ao campo e vivemos uma experiência muito linda. Gostamos muito do ambiente, da torcida, o estádio e o ambiente que foi gerado. Estou muito ansioso, como disse antes, para estar aqui no domingo e ver toda a torcida, que vai estar muito feliz", contou.
A leitura aqui é que o impacto emocional de São Januário sobre Colidio pode acelerar sua identificação com o clube. O argentino chega de três anos no River Plate, acostumado a pressão de massa e ambiente pesado, e a postura demonstrada na apresentação — falando de garra, coração e vontade de jogar — alinha-se ao perfil que Pedro Emanuel vem privilegiando desde que assumiu.
Sobre o CT Moacyr Barbosa, Colidio elogiou a estrutura e o grupo. "Encontrei um grupo muito bom, de pessoas excelentes. Isso é muito positivo. O centro de treinamento é muito bom, o estafe muito amplo, com pessoas dispostas a trabalhar. Isso é muito importante. Estou contente por estar aqui e poder viver isso", disse.
Com passagem de três anos pelo River Plate, o argentino falou sobre lidar com pressão em grandes clubes. "Estive três anos no River, não precisamos falar da imensidade desse clube, com a pressão que existe. Tem uma pressão para ganhar todos os jogos, como agora o Vasco necessitar vencer todos. Estou acostumado a essa pressão. Estou muito ansioso para jogar a primeira partida e a conseguir as coisas", afirmou.
Questionado sobre o gol de Juninho Pernambucano no Monumental de Nuñez, episódio histórico da rivalidade entre Vasco e River, Colidio confirmou que se lembra da partida. "Quando começaram a sondar o meu nome para vir para cá, todos começaram a falar desse gol do Juninho no Monumental. Sim, eu me lembro. Mas temos partidas adiante, temos que passar pelo Olimpia e, depois do Olimpia, veremos quem pode ser. Mas vamos ver passo a passo", respondeu.
O Vasco empatou sem gols com o Olimpia na última quarta-feira, no jogo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Sudamericana. A partida de volta será disputada no Paraguai. Antes disso, o time enfrenta o Santos neste domingo pelo Campeonato Brasileiro. O Vasco está em 18º lugar com 22 pontos em 21 jogos. Para o Expresso98, o momento exige urgência: o clube ocupa a 18ª posição com 22 pontos em 21 jogos, e a chegada de Colidio representa reforço imediato num setor que precisa produzir mais. A postura do argentino — que fala em pressão para ganhar todos os jogos — corresponde à realidade da tabela, e a disposição para jogar já contra o Santos pode dar a Pedro Emanuel uma alternativa ofensiva que o elenco vinha pedindo.
Com informações do NetVasco, que cita ge.
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