Com um a menos desde os 17', Vasco engole o Vitória e constrói vantagem — mas faltou matar o jogo
O Vasco venceu o Vitória por 1 a 0 em São Januário, nas quartas de final da Copa do Brasil, jogando com um a menos desde os 17 minutos do primeiro tempo. Gol de Andrés Gómez, defesas de Léo Jardim e ajuste tático de Pedro Emanuel garantiram a vantagem.

O Vasco venceu o Vitória por 1 a 0 em São Januário, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, jogando com um jogador a menos desde os 17 minutos do primeiro tempo. A expulsão de Barros poderia ter comprometido o plano vascaíno, mas a equipe cruzmaltina apresentou organização defensiva, competência tática e eficiência nos contra-ataques para construir vantagem no confronto. O gol saiu do pé esquerdo de Andrés Gómez, as defesas decisivas vieram das mãos de Léo Jardim — o goleiro mais decisivo da Copa do Brasil há três anos, segundo o material da partida — e o ajuste tático no primeiro tempo levou a assinatura do técnico Pedro Emanuel.
Os dois clubes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, em Salvador, quando disputarão a vaga na semifinal da competição. O Vasco leva a vantagem do placar mínimo, mas o retrospecto do jogo de ida revela que a margem poderia — e deveria — ter sido maior. Para o Expresso98, essa é a principal diferença entre o time que aparece nas copas e o que patina no Brasileiro: a eficiência na hora de transformar volume em gols. Quando o Vasco aprender a matar o jogo, essa equipe de Pedro Emanuel terá dado o passo que falta.
Pedro Emanuel realizou uma substituição ainda no primeiro tempo para corrigir os problemas que a expulsão de Barros havia gerado. A alteração ajustou o meio de campo vascaíno e anulou os principais poderes do Vitória, equipe que tem como força primordial o ataque pelos lados. O técnico português cedeu a posse ao adversário e armou o time cruzmaltino para explorar os espaços nos contra-ataques, gerando dificuldades ao treinador Jair Ventura para conter as investidas de Paulo Henrique, Gómez e Colidio.
A estratégia funcionou. Mesmo com um atleta a menos, o Vasco manteve-se criativo ofensivamente e sólido defensivamente. Ramon Rique e Thiago Mendes foram os pilares do meio de campo, responsáveis por desarmar e manter a fluidez das transições vascaínas. A equipe apresentou um espírito copeiro — segundo a análise da fonte — com concentração e empenho fundamentais para o triunfo, atributos que, conforme registrado, muitas vezes faltam ao time no Campeonato Brasileiro. A leitura do Expresso98 é que Pedro Emanuel encontrou a alma competitiva do elenco: Ramon Rique e Thiago Mendes entregaram no meio de campo a entrega que o clube precisa ver em todos os jogos, e Léo Jardim segue provando que é patrimônio vascaíno nos mata-matas.
No Brasileirão, a situação vascaína é delicada. Com cinco vitórias, sete empates e onze derrotas em 23 partidas, o clube ocupa a 19ª posição, com 22 pontos, e enfrenta uma sequência recente de resultados negativos que coloca pressão sobre a equipe. O próximo compromisso pela competição nacional será no sábado, 30 de agosto, contra o Cruzeiro, em São Januário — confronto ainda mais importante que o duelo contra o Vitória, segundo a fonte.
O Cruzeiro chega embalado. A equipe mineira tem 11 vitórias, seis empates e sete derrotas em 24 jogos, ocupa o 5º lugar com 39 pontos e vive sequência positiva na tabela. No retrospecto direto dos últimos cinco confrontos, Vasco e Cruzeiro estão equilibrados: uma vitória vascaína, uma vitória cruzeirense e três empates. Os placares desses encontros foram 3 a 3 em março de 2026, no Mineirão; 2 a 0 para o Vasco em setembro de 2025, em São Januário; 1 a 0 para o Cruzeiro em abril de 2025, no Mineirão; 1 a 1 em setembro de 2024, no Mineirão; e 0 a 0 em junho de 2024, em São Januário. O Expresso98 enxerga nesse equilíbrio recente um trunfo: o Vasco sabe enfrentar o Cruzeiro em São Januário, onde venceu o último confronto por 2 a 0 e não perde para os mineiros desde junho de 2024. Se a torcida comparecer como compareceu contra o Vitória, a Colina pode virar fortaleza na luta contra o rebaixamento.
As projeções apontam o Cruzeiro como ligeiramente favorito para o embate de sábado. A arquibancada vascaína, que carregou os jogadores com uma festa marcante na vitória contra o Vitória, será fundamental para que a equipe mantenha na disputa do Brasileirão o mesmo espírito e a mesma concentração que tem apresentado nos mata-matas das copas.
Contra o Vitória, a vitória vascaína poderia ter sido construída com margem mais folgada. Spinelli perdeu duas oportunidades no primeiro tempo, uma delas em lance em que o Vasco reivindicou pênalti. Colidio acertou a trave, Puma finalizou por cima e Paulo Henrique, sozinho ao entrar na área, não cruzou nem finalizou. O último passe para concluir as jogadas foi o principal problema ofensivo vascaíno na partida. Para o Expresso98, a boa notícia é que o Vasco criou — e criou muito, mesmo com um a menos. Colidio na trave, Puma livre, Paulo Henrique cara a cara: o volume ofensivo está lá, e quando o time acertar a pontaria, a diferença de gols vai aparecer. A má notícia, honestamente, é que contra adversários mais fortes essa falta de capricho custa caro.
O Vitória finalizou mais que o Vasco, mas criou apenas uma grande chance, já nos minutos finais, quando Léo Jardim realizou defesa difícil para preservar o placar de 1 a 0. O lance ocorreu em momento em que a equipe cruzmaltina havia recuado demasiadamente as linhas defensivas, aceitando a pressão baiana.
Pedro Emanuel optou por poupar alguns jogadores desgastados fisicamente, movimento que se mostra coerente com o calendário apertado. O jogo da quarta-feira foi importante para recuperar o ânimo e a confiança do elenco após a goleada sofrida para o Palmeiras, além de construir vantagem para o jogo da volta em Salvador — vantagem que, conforme apontado pela fonte, poderia ter sido ainda maior.
O Vasco sob comando de Pedro Emanuel tornou-se um time com padrão de jogo definido e, mesmo com elenco curto, sabe adaptar-se ao adversário com as opções disponíveis. Os resultados apareceram nas copas — Sul-Americana e Copa do Brasil — mas ainda não se traduziram em desempenho consistente no Campeonato Brasileiro, onde a equipe luta contra o rebaixamento. A leitura aqui é que o padrão existe, e padrão de jogo é o alicerce de qualquer reação: Pedro Emanuel sabe o que quer, o elenco responde taticamente, e o desafio agora é repetir no Brasileiro a entrega que aparece nos mata-matas. Se o Vasco levar para sábado a mesma concentração que teve com um a menos contra o Vitória, o time tem condição de arrancar pontos mesmo contra adversários em momento superior.
Para sábado, contra o Cruzeiro, será fundamental que o Vasco replique a organização, a entrega e a concentração demonstradas no mata-mata. O adversário chega em momento superior de tabela e forma, mas São Januário pode desequilibrar. A torcida vascaína, presente e atuante na vitória sobre o Vitória, será novamente convocada a empurrar o time rumo aos três pontos que podem representar alívio na tabela e fôlego na luta pela permanência na primeira divisão.
Com informações do ge.globo, por Bruno Murito.
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