Conmebol processa Renato Gaúcho por ausência na Argentina
A entidade sul-americana iniciou expediente disciplinar para analisar a conduta do treinador, que não viajou para o empate sem gols contra o Barracas Central. Vasco tem até 15 de abril para apresentar defesa.

A Conmebol abriu um processo disciplinar contra Renato Gaúcho pela sua ausência no jogo de estreia do Vasco na Copa Sul-Americana. O técnico cruz-maltino não embarcou para Buenos Aires e acompanhou o empate em 0 a 0 contra o Barracas Central pela televisão, deixando o auxiliar Marcelo Salles no comando da equipe reserva.
O expediente se baseia no artigo 11 do Código Disciplinar da entidade, que trata dos princípios de conduta. Entre as infrações citadas estão violar comportamentos aceitáveis no futebol organizado e agir de forma que a Conmebol possa ser desacreditada. A decisão de Renato chamou atenção especialmente pelas trocas na inscrição do técnico realizadas em curto intervalo de tempo.
Dias antes da partida, o clube havia comunicado oficialmente a substituição de Renato por Bruno Lazaroni na lista de inscritos. Na sexta-feira seguinte ao jogo, solicitou nova alteração para reincluir o comandante principal. Além disso, fotos nas redes sociais mostraram Renato assistindo à partida do Brasil, indicando que não havia impedimentos para a viagem.
A estratégia do treinador visava contornar o calendário apertado. Após a derrota no clássico contra o Botafogo, o Vasco enfrentava sequência de três jogos em cinco dias, incluindo deslocamentos para Argentina e Belém. Renato optou por poupar os titulares para o compromisso pelo Brasileirão contra o Remo.
O presidente Pedrinho defendeu a decisão, argumentando que a capacidade física do elenco não permitiria atuar com força máxima em ambas as competições. "A dinâmica da logística para esse jogo ficou dura. Se o time vai para lá não tem capacidade física de jogar em Belém", justificou o mandatário.
O Código Disciplinar prevê sanções que vão desde advertências até multas. O Vasco tem prazo até as 13h do dia 15 de abril para apresentar a defesa de Renato Gaúcho. O caso expõe o dilema dos clubes brasileiros diante de calendários sufocantes e a cobrança por respeito às competições internacionais.
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