Conselho Fiscal questiona R$ 100 mi em contratações e cobra apuração
Em parecer de quatro páginas no balanço de 2024, órgão da SAF aponta 'deterioração relevante' nas finanças, cobra transparência no mercado da bola e pede esclarecimentos sobre possível conflito de interesses na Recuperação Judicial.

Em meio ao processo de Recuperação Judicial e às contratações milionárias da janela de transferências, o Conselho Fiscal da SAF do Vasco divulgou um parecer de quatro páginas que acende o alerta sobre a governança do clube. O documento, assinado por Marco Norci Schoreder, Carlos Antonio Rodrigues Jorge e David Tavares Nunes, aponta "deterioração relevante da situação econômico-financeira" ao longo de 2024 e questiona investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões em contratações realizadas em 2025.
O CF classifica o nível de transparência nas operações do mercado da bola como "limitado", com informações "concentradas em um grupo restrito de pessoas". O órgão recomenda a criação de limites de alçada, caráter colegiado nas decisões e apresentação de justificativas econômico-financeiras que suportem os investimentos. "Salvo mediante solicitação específica ou em casos pontuais de maior relevância, como nas transações dos atletas João Victor em 2024 e Rayan Vitor Simplício Rocha em 2025, este Conselho Fiscal não tem sido sistematicamente consultado ou informado", registra o parecer.
O documento também reacende a polêmica envolvendo o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano. O CF cobra apuração sobre "eventual participação de membros do CRVG com credores", citando o histórico de Belaciano como advogado trabalhista em ações contra o Vasco cujos autores hoje são credores da Classe 1 da recuperação. O Conselho destaca sete casos recentes que a SAF tenta impugnar, incluindo uma ação do ex-lateral Max, representado por advogado que assumiu processos anteriormente conduzidos por Belaciano.
Em resposta, o Vasco classificou o assunto como "superado", afirmando que as tratativas com credores foram conduzidas pela Alvarez & Marsal e escritórios terceirizados.
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