David esclarece e volta a treinar: agente nega crime, delegado libera e Admar confirma atacante disponível

David esclarece e volta a treinar: agente nega crime, delegado libera e Admar confirma atacante disponível

O atacante David Corrêa foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira em sua residência na Barra da Tijuca e no CT Moacyr Barbosa do Vasco. A ação integra a Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo, que investiga tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, são apurados possíveis envolvimentos de atletas profissionais e empresários com o grupo criminoso investigado.

O jogador estava sozinho em casa quando os policiais chegaram pela manhã. Durante a ação, foram recolhidos um celular, computadores e documentos. David acompanhou os mandados de busca na residência e depois seguiu no próprio carro — cuja placa começa com DVD — para o CT do clube. No vestiário, os agentes vasculharam os pertences do atleta, mas encontraram apenas chuteiras. Eles foram recebidos pelo diretor técnico Felipe Maestro e pelo gerente de futebol Clauber Rocha.

Os policiais chegaram cedo ao CT, antes do início dos treinamentos. Muitos jogadores e funcionários chegaram ao local ainda com a presença de agentes da 14ª DP (Leblon) e da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme). David foi conduzido à 14ª DP para prestar esclarecimentos e não quis dar declarações ao deixar o CT. Segundo o delegado da Polícia Civil do Rio, Alexandre Netto Cardoso, "ele foi levado à delegacia para tomar conhecimento das medidas que foram efetuadas acompanhado pelo advogado do Vasco e depois liberado".

O empresário André Cury, que cuida da carreira de David, negou qualquer envolvimento do jogador com o crime organizado. "Não tem nada, ele já foi treinar. Já esclareceu e foi embora. Não há qualquer risco para ele. David é profissional. Para pedir esclarecimentos não precisava mandar busca e apreensão, fazer toda essa tempestade", lamentou Cury. Segundo o agente, David tem origem humilde como quase todos os jogadores de futebol no Brasil e veio da periferia, o que não significa envolvimento com crime organizado. "O jogador nasce na periferia, os amigos são de lá, os que não viram jogador viram o que? Normalmente, 30% dos amigos vão pro lado errado. O cara não fez p... nenhuma", completou.

À tarde, o diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, comentou oficialmente o ocorrido: "Queria oficialmente comunicar em nome do Vasco, vários colegas questionaram em relação ao que ocorreu em relação ao nosso atleta David Correia, dizer que o Vasco está colaborando com as autoridades e até haver uma resolução por parte das autoridades, o Vasco não vai tecer qualquer comentário. E dizer que o jogador continua a trabalhar normalmente nos próximos dias e está disponível para jogo". Em nota, o clube reforçou que colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.

A Operação A Tropa mobiliza aproximadamente 100 policiais civis, mais de 38 viaturas e dois helicópteros em ação coordenada de abrangência interestadual. Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. O nome da operação faz referência à autodenominação utilizada pelos próprios investigados para se referirem ao grupo criminoso. Quatro pessoas foram presas durante a operação, nenhuma delas jogador de futebol. Dois mandados foram cumpridos contra alvos que estavam em liberdade — um deles também foi preso em flagrante por posse de arma de fogo.

David esteve em campo no último sábado e marcou o gol da vitória do Vasco por 3 x 1 sobre o Cruzeiro em São Januário. O atacante, de 30 anos, continua à disposição do técnico Pedro Emanuel para os próximos compromissos do clube.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 31 de agosto de 2026

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