De vaias a 'é seleção': Tchê Tchê conquista São Januário
A montanha-russa emocional de São Januário: volante sofria com vaias da torcida vascaína, mas bastou uma participação no segundo gol para transformar o cenário. A mesma arquibancada exigente cantou 'o Tchê Tchê é seleção'.

A arquibancada de São Januário registrou nesta temporada mais um daqueles momentos que só o futebol proporciona. Tchê Tchê, que vinha sendo vaiado pela torcida vascaína durante a partida, viveu uma virada radical de clima em poucos instantes.
O volante estava sob forte pressão da torcida por conta da atuação até então apagada. As vaias ecoavam pelas arquibancadas sempre que ele tocava na bola. Mas o cenário mudou completamente após sua participação no segundo gol do Vasco. Das críticas ácidas, a Colina passou a gritar 'o Tchê Tchê é seleção', em reconhecimento à jogada que ajudou a ampliar o placar.
A cena remete a outro episódio marcante da história recente vascaína. Em 2018, durante confronto contra o Cruzeiro, Fabrício atravessava situação semelhante: vaias generalizadas e pedidos de saída. Porém, após dar a assistência para o gol de Pikachu, o atacante protagonizou reviravolta idêntica. Os protestos deram lugar ao coro de 'ôôô, fica Fabrício', num reconhecimento instantâneo do torcedor.
São Januário, com sua torcida exigente e apaixonada, segue como palco dessas montanhas-russas emocionais. O vascaíno cobra, protesta, mas também sabe reconhecer quando o jogador entrega em campo. Tchê Tchê experimentou, em minutos, os dois lados dessa relação intensa entre arquibancada e gramado.
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