Defesa do Vasco vira pesadelo: 16 gols sofridos em 10 rodadas
Cruz-Maltino não consegue manter a meta inviolada sequer uma vez no Brasileirão. Com a quarta pior defesa da competição, time de Renato Gaúcho acumula erros individuais e falta de atenção que custam pontos preciosos.

A derrota por 2 a 1 para o Botafogo, em pleno São Januário, escancarou uma realidade que os vascaínos já vinham sentindo na pele: nossa defesa virou um coador. Pela décima rodada consecutiva do Campeonato Brasileiro, o Gigante da Colina viu a bola balançar suas redes pelo menos uma vez. O retrospecto assusta: 16 gols sofridos em dez jogos, deixando o Vasco apenas à frente de Cruzeiro, Botafogo e Remo no quesito defesa vazada.
Sob o comando de Renato Gaúcho, o cenário não melhorou como se esperava. Em seis partidas pelo Brasileiro, foram dez gols sofridos — média de 1,6 por jogo. Na era Fernando Diniz, haviam sido quatro tentos em três confrontos. Os números revelam um padrão preocupante que transcende a mudança de comando técnico.
Contra o Botafogo, os lances que resultaram em gol alvinegro expuseram fragilidades gritantes. No primeiro, Cuiabano não percebeu Villalba livre nas suas costas, e Léo Jardim falhou no posicionamento. No segundo, a defesa cruz-maltina parou para reclamar com a arbitragem enquanto o adversário tocou rápido e aproveitou a desorganização. Matheus Martins fuzilou, e novamente Léo Jardim não teve reação.
Renato foi direto no diagnóstico: erros infantis por falta de atenção. O treinador admitiu que não há tempo para trabalhos táticos aprofundados no gramado e apostará em conversas e análises de vídeo para corrigir as falhas. "No futebol tem que ter atenção durante os 90 minutos", destacou o comandante, que lembrou dos pontos perdidos contra o Coritiba pela mesma razão.
Pela primeira vez sob Renato, o Vasco sofreu uma virada — justamente contra o maior rival da temporada. Antes, havia conseguido reverter placas adversas contra Palmeiras, Cruzeiro e Fluminense, ainda que nem sempre saísse com a vitória. Agora, o desafio é endurecer a marcação antes da estreia na Sul-Americana, terça-feira, contra o Barracas Central, na Argentina. A defesa precisa deixar de ser o calcanhar de Aquiles se quisermos sonhar grande em 2025.
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