Defesa vascaína tem números de Z4 e acende alerta na diretoria

Com 25 gols sofridos em 16 jogos do Brasileirão, setor defensivo do Vasco apresenta desempenho comparável ao de equipes da zona de rebaixamento. Diretoria intensifica busca por zagueiro com domínio físico e aéreo após goleada para o Internacional.

defesa Vasco Brasileirão 2026

A fase delicada do Vasco no Campeonato Brasileiro ganha contornos ainda mais preocupantes quando os holofotes se voltam para o sistema defensivo. Após a goleada por 4 a 1 sofrida para o Internacional no Beira-Rio, no último domingo, os números da defesa cruz-maltina acendem um alerta vermelho na cúpula do clube: são 25 gols sofridos em apenas 16 partidas da competição.

A estatística coloca o Vasco em território perigoso. Para efeito de comparação, a Chapecoense, lanterna do Brasileirão, foi vazada 30 vezes; o Remo sofreu 27 gols. Os outros dois ocupantes da zona de rebaixamento são Corinthians e Mirassol, com 18 e 23 tentos sofridos, respectivamente. A média de 1,5 gol por jogo aproxima o desempenho defensivo vascaíno ao das equipes que lutam diretamente contra a queda.

O cenário reforça uma percepção que já circulava internamente: a necessidade urgente de um zagueiro com características distintas das disponíveis no elenco atual. A diretoria já priorizava a contratação de um defensor com forte presença no jogo aéreo e habilidade em rebatidas — atributos considerados em falta no plantel —, mas os desempenhos recentes tornam a busca ainda mais premente.

Alan Saldivia, que começou como titular sob o comando de Renato Gaúcho, apresentou queda de rendimento e teve atuação ruim contra o Paysandu na Copa do Brasil, no decorrer da semana. Cuesta, que havia assumido a posição, falhou em dois gols e foi expulso no confronto contra o Internacional, agravando o problema.

A análise interna aponta um diagnóstico claro: os defensores destros do elenco apresentam características muito semelhantes. São zagueiros de boa saída de bola, mas não necessariamente dominantes do ponto de vista físico. A lacuna já era reconhecida na última janela de transferências, porém Fernando Diniz, então técnico da equipe, insistiu na contratação de Saldivia e a direção acatou a solicitação.

Agora, com o mapeamento de nomes que se encaixam no perfil desejado já em andamento, a cúpula vascaína entende que precisa acertar na escolha. Após uma primeira janela com investimentos superiores a R$ 100 milhões, não há margem para erro. Por isso, ainda não há um nome definido como prioridade absoluta — a cautela prevalece sobre a urgência.

Enquanto o planejamento avança nos bastidores, o time enfrenta a realidade dos gramados: em 16 jogos pelo Brasileirão, o Vasco manteve a meta inviolada em apenas uma ocasião — na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico Paranaense, há duas semanas. A fragilidade defensiva deixou de ser apenas um detalhe estatístico para se tornar o principal obstáculo na busca por melhores resultados na temporada.

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Publicado em 18 de maio de 2026

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