Deossa nega negociações com o Vasco e segue treinando no Betis

O meia colombiano Nelson Deossa, que tem sido vinculado ao Vasco da Gama nos últimos dias, negou ter conhecimento sobre qualquer tratativa com o clube carioca. Em entrevista ao portal espanhol Zona Mixta, o jogador foi categórico: "Não sei nada sobre o assunto do Vasco da Gama". Questionado sobre a possibilidade de permanecer no Real Betis, Deossa manteve a indefinição: "Ficar no Betis? Já veremos o que acontece".
Enquanto seu futuro permanece em aberto, Deossa segue trabalhando normalmente com a equipe espanhola. O Real Betis publicou nas redes sociais um vídeo do colombiano em ação durante amistoso contra o Granada. Na postagem, o clube escreveu: "Aqui, lutamos até o fim!", destacando a participação do meio-campista na partida de preparação.
A presença de Deossa em atividades do Betis indica que, ao menos no momento, o jogador segue integrado ao elenco do clube andaluz. As declarações do colombiano também esfriam a especulação em torno de uma possível transferência para o Vasco, ao menos no curto prazo.
As informações foram divulgadas pelo perfil Plantão Vascaíno, que compartilhou o vídeo postado pelo Real Betis, e pelo Zona Mixta, que realizou a entrevista exclusiva com o jogador.
## Análise Expresso98
O Vasco segue em busca de reforços para tentar sair da zona de rebaixamento — ocupa a 17ª posição, com 20 pontos em 19 jogos e saldo de -8 —, mas a novela em torno de Nelson Deossa expõe a fragilidade do planejamento. O colombiano, que segundo o bastidor já teria acertado a volta ao clube e até data de viagem ao Rio após amistoso pelo Betis, agora nega publicamente saber de qualquer negociação com o Cruzmaltino. A declaração ao portal espanhol Zona Mixta — "não sei nada sobre o assunto do Vasco da Gama" — joga água fria na expectativa e levanta dúvidas sobre a efetividade das tratativas. Enquanto isso, o time segue dependendo de um setor criativo irregular: Johan Rojas alterna bons e maus jogos, Hinestroza permanece discreto, e Brenner, que recebeu e recusou proposta do Columbus Crew, não se consolidou no ataque.
A contratação acertada de Santiago Sosa por US$ 7 milhões (cerca de R$ 35,5 milhões) representa um reforço de peso para a defesa e o meio, e o volante argentino demonstrou interesse real na transferência, aceitando oferta salarial que convenceu o atleta. O Vasco venceu o último dos cinco jogos mais recentes e tem pela frente o duelo contra o Mirassol, em casa, nesta sexta-feira — uma oportunidade de pontuar diante da torcida e tentar reduzir a distância para a zona de tranquilidade. A base sólida de São Januário, historicamente um trunfo do clube em momentos de pressão, pode ser um alicerce importante na reta de arrancada.
O quadro, porém, é preocupante. A forma recente — quatro derrotas seguidas antes da última vitória — reflete um time que ainda não engrenou sob o comando de Pedro Emanuel, e a janela de transferências pode se fechar sem os reforços cruciais caso as negociações emperrem. A indefinição em torno de Deossa, agora explicitada pelo próprio jogador, joga contra o tempo: o Vasco precisa de um meia criativo urgentemente, e a demora pode significar mais semanas de dependência de um ataque que não vem resolvendo. Além disso, Cuiabano, Nuno Moreira e Tchê Tchê estão pendurados, e qualquer desfalco adicional fragiliza ainda mais um elenco curto. O clube também viu frustrada a tentativa de trazer Willyan Rocha, cuja equipe árabe recusou liberar o zagueiro.
A leitura do Expresso98 é clara: o Vasco corre o risco de repetir erros do passado — apostar em negociações longas que não se concretizam enquanto a situação na tabela se agrava. A declaração de Deossa expõe que o acerto ainda não está fechado, e cada dia sem o reforço é um dia a mais de dependência de um elenco que, objetivamente, não vem dando conta do recado. Santiago Sosa é bem-vindo, mas sozinho não resolve: o clube precisa de criação, de gols e de consistência. O duelo contra o Mirassol é inegociável, mas mesmo uma vitória não apaga o fato de que o Vasco segue no Z-4, com uma janela de reforços que pode terminar sem as peças prometidas. É hora de menos declarações no bastidor e mais assinaturas no papel — ou o risco de 2027 começar na Série B voltará a assombrar São Januário.
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