Dom Corvo: o mascote místico que nasceu com o Expresso da Vitória
Criado em 1947 pelo jornalista Alvaro do Nascimento Rodrigues, o Corvo se tornou símbolo de sorte vascaína durante a campanha invicta do Carioca. A ave mística ganhou até comenda e inspirou uma ordem especial no clube.

Poucos símbolos carregam tanta mística vascaína quanto Dom Corvo. Nascido em 1947 pelas mãos do jornalista Alvaro do Nascimento Rodrigues, do Jornal dos Sports, e ilustrado pelo chargista Otelo Caçador, o mascote surgiu em um momento mágico da história cruzmaltina.
Sua estreia aconteceu em 21 de setembro de 1947, numa charge publicada antes de Vasco x Botafogo. O Gigante venceu por 2 a 0, e pronto: o pássaro negro passou a ser visto como talismã da sorte. A partir dali, ganhou personalidade própria — místico, malandro, inseparável das vitórias vascaínas.
Durante a lendária campanha invicta do Expresso da Vitória no Campeonato Carioca (17 vitórias e 3 empates), Dom Corvo consolidou seu reinado. Ganhou a Cruz de Malta no peito, virou Comendador, foi coroado "D. Corvo I e Único" e inspirou até a criação da Ordem do Corvo, uma condecoração interna do clube.
O sucesso foi tão grande que trouxeram um corvo de verdade de Portugal, celebrado como celebridade no Rio de Janeiro da época. A ave desfilava em São Januário como símbolo vivo da glória vascaína.
Nos últimos anos, torcida e clube vêm resgatando essa memória preciosa. E tem mais: a origem do nome "Vasco" pode estar ligada a "Velasco", palavra que significa... corvo. Coincidência? O vascaíno sabe que não. Dom Corvo é parte da alma cruzmaltina, guardião de uma era dourada que até hoje inspira gerações.
Que a mística do Corvo continue sobrevoando São Januário.
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