Edil Highlander diz ter marcado mil gols: 'Só Pelé, Romário, Túlio e eu'
Ex-atacante que defendeu o Vasco entre 1991 e 1992 relembra passagem por São Januário e revela que o clube está em seu coração ao lado de Paysandu e Remo. Lenda do futebol paraense conta histórias dos apelidos e da parceria com Bebeto.

Edil Highlander é figura folclórica no futebol paraense. Carrasco no Paysandu, Braddock no Remo e Highlander no Castanhal — cada apelido carrega uma história. Mas o que pouca gente sabe é que o atacante também tem o Vasco tatuado no peito. Literalmente.
"Tenho três clubes no coração: Paysandu, Remo e Vasco. Falo para todos que sou vascaíno", disse Edil ao ge, em entrevista na véspera do confronto entre Paysandu e Vasco pela Copa do Brasil.
A passagem por São Januário aconteceu entre 1991 e 1992, após Edil eliminar o Vasco pela Copa do Brasil defendendo o Remo. Antônio Lopes gostou do estilo do camisa 9 e pediu a contratação. No elenco estrelado, dividiu vestiário com Bebeto, Geovani, William e companhia.
"Bebeto dizia que eu tinha que ficar, porque meu estilo de jogo ajudava ele. Eu fazia pivô, carrinho, dava assistência. A bola não entrava muito para mim, mas me dediquei ao máximo por esse clube", relembrou.
O apelido Highlander veio em 2000, no Cascavel. Edil comemorava gols simulando golpes de espada — e os companheiros caíam no chão fingindo terem sido atingidos. Ganhou uma espada de presente de um torcedor e guarda até hoje. "Não vendo nem por um milhão", garante.
Sobre os mil gols que afirma ter marcado na carreira, Edil é categórico: "Só quatro no Brasil têm mil gols: Pelé, Romário, Túlio Maravilha e Edil Highlander". O milésimo saiu no Mangueirão, em jogo festivo do Re-Pa. A bola está guardada como relíquia.
Questionado para quem torceria no duelo entre Paysandu e Vasco, Highlander desconversou: "Ainda bem que você não me perguntou. Queria os dois classificados".
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