'El Vasco' do Boca: bisavô cruzou o Atlântico e deixou o apelido que enfrenta o Cruz-Maltino
Rodolfo Arruabarrena, técnico do Boca Juniors, carrega o apelido 'El Vasco' pela ascendência basca da família. A coincidência folclórica ganha os holofotes na véspera da semifinal da Sul-Americana contra o Vasco.

O bisavô de Rodolfo Arruabarrena deixou Guipúscoa, província no norte da Espanha, e atravessou o Atlântico em direção à América do Sul em busca de oportunidades profissionais. Carregou consigo o sobrenome de linhagem basca — Arruabarrena — e, décadas depois, o neto de seu neto se tornaria técnico do Boca Juniors com um apelido que ecoa a mesma origem: 'El Vasco'.
A alcunha de Arruabarrena não nasceu de romantismo, mas de necessidade prática. O próprio comandante argentino já relatou que a adoção do apelido decorreu da dificuldade que as pessoas enfrentavam para pronunciar corretamente o sobrenome paterno. A solução foi simplificar: 'El Vasco' passou a identificá-lo dentro e fora dos gramados.
A raiz familiar do treinador remonta ao País Basco, região situada no norte da Espanha. O ramo Arruabarrena é originário da província de Guipúscoa, enquanto o lado materno do técnico — vinculado ao sobrenome Haristeguy — provém de Iparralde, território basco localizado na França. A dupla ascendência consolidou a ligação do ex-lateral com a identidade basca, transformando o apelido em marca registrada ao longo da carreira.
A curiosidade onomástica ganha contornos folclóricos às vésperas da semifinal da Copa Sul-Americana entre Boca Juniors e Vasco da Gama, marcada para terça-feira, 14 de outubro, em Buenos Aires. Do lado argentino, 'El Vasco' Arruabarrena comanda a equipe xeneize. Do lado brasileiro, o Cruz-Maltino — clube cujo nome homenageia o navegador português Vasco da Gama — entra em campo representando a mesma referência geográfica e histórica, ainda que por caminhos distintos.
Não existe vínculo institucional ou histórico entre a família do treinador e o clube carioca. A coincidência nominal, contudo, atrai os holofotes no cruzamento continental. A particularidade se destaca justamente pela sobreposição simbólica: de um lado, o técnico que leva o apelido pela ascendência ibérica; de outro, a agremiação que carrega no nome a memória do explorador português que abriu a rota marítima para as Índias.
O Vasco chega ao confronto ocupando a 14ª posição no Campeonato Brasileiro, com 35 pontos conquistados em 29 partidas — nove vitórias, oito empates e doze derrotas. A equipe vem de empate sem gols diante do Remo, em 10 de outubro, pela 30ª rodada da Série A. As projeções de probabilidade apontam o Boca Juniors como ligeiramente favorito para o duelo de ida da semifinal sul-americana, que será disputado na Bombonera.
A semifinal marca o reencontro entre dois clubes de larga tradição continental. Para o Vasco, a campanha na Sul-Americana representa a busca por retomar protagonismo em competições internacionais. Para Arruabarrena, o duelo contra o time homônimo adiciona uma camada simbólica à disputa por vaga na decisão do torneio da Conmebol.
A partida de ida está agendada para as 21h30 (horário de Brasília) de terça-feira. O jogo de volta acontecerá em São Januário, em data ainda a ser confirmada pela Conmebol. O vencedor do confronto enfrentará na final o classificado entre Corinthians e Racing, que também disputam a outra semifinal da competição.
Com informações do NetVasco, que cita Revista Placar.
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