Escritório CMA abandona defesa do Vasco na recuperação judicial

O escritório Coelho, Murgel, Atherino comunicou oficialmente à Justiça do Rio a renúncia aos mandatos do CRVG e da Vasco SAF. É mais uma baixa na representação jurídica do clube em meio ao processo de recuperação judicial.

justiça tribunal Vasco

Nesta terça-feira, o escritório Coelho, Murgel, Atherino Sociedade de Advogados (CMA) formalizou à 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a renúncia aos mandatos judiciais que exercia em nome do Club de Regatas Vasco da Gama e da Vasco SAF no processo de Recuperação Judicial.

A petição protocolada informa que a renúncia foi apresentada em 1º de julho e solicita a exclusão do advogado Sergio Coelho e Silva Pereira do cadastro de patronos habilitados no processo. O documento não entra no mérito da Recuperação Judicial nem da intervenção judicial que atinge a SAF — trata-se apenas da comunicação formal da saída do escritório da representação processual do clube cruzmaltino.

A movimentação ocorre em um momento delicado para o Vasco, que atravessa um cenário de múltiplas mudanças na composição de representantes e profissionais envolvidos nos processos judiciais relacionados ao clube. A recuperação judicial, mecanismo destinado a reestruturar dívidas e permitir a retomada da saúde financeira, exige acompanhamento técnico especializado e continuidade na condução das negociações com credores e com a Justiça.

A saída do escritório CMA representa mais uma baixa na equipe jurídica do Vasco, ampliando a lista de profissionais que deixaram a representação do clube ao longo do processo. A frequência dessas trocas pode gerar preocupação quanto à estabilidade e à coesão estratégica na condução dos trâmites judiciais, ainda que cada renúncia, isoladamente, não implique necessariamente em prejuízo imediato ao andamento processual.

O CRVG e a Vasco SAF agora precisarão constituir novos advogados para assumir a defesa e a representação nos autos da recuperação judicial. A legislação brasileira exige que as partes estejam sempre representadas por profissionais habilitados, o que torna urgente a contratação de substitutos para dar continuidade aos atos processuais e evitar eventuais prejuízos decorrentes de prazos ou audiências.

Até o momento, não há informações oficiais sobre quem assumirá a vaga deixada pelo escritório CMA nem sobre os motivos específicos que levaram à renúncia. O clube não se pronunciou publicamente sobre o assunto, mantendo o foco na disputa do Campeonato Brasileiro e na busca por soluções para a reestruturação financeira.

A recuperação judicial do Vasco segue em andamento na 4ª Vara Empresarial do TJRJ, com credores, administrador judicial e demais partes envolvidas aguardando os próximos passos do processo.

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Publicado em 06 de julho de 2026

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