Ex-VP de finanças nega contato com Lamacchia e cobra esclarecimentos

Sílvio Almeida, ex-vice-presidente de finanças do Vasco, publicou nota rebatendo acusações envolvendo a família Lamacchia. Ele afirma que sempre defendeu a venda da SAF e que jamais teve qualquer contato com o grupo.

Sílvio Almeida Vasco

A nota de defesa de Sílvio Almeida, ex-vice-presidente de finanças do Vasco, traz à tona um elemento central na disputa em torno da SAF vascaína: a transparência nas negociações e a clareza sobre os papéis de cada parte envolvida no processo de venda. O executivo se manifestou publicamente para rebater acusações relacionadas à família Lamacchia, negando categoricamente qualquer tipo de contato com o grupo ou seus assessores.

Em texto divulgado nas redes sociais e repercutido pelo jornalista Diogo Dantas, de O Globo, Almeida traça uma linha de defesa estruturada em três pontos principais: seu histórico de posicionamento favorável à venda da SAF, a ausência total de contato com a família Lamacchia e a manutenção de canais exclusivos de informação junto à G5 Partners, empresa contratada como advisor do processo.

'Sempre fui favorável à venda desde o momento em que o CRVG retomou o controle da SAF. Essa sempre foi a minha convicção, amplamente registrada em diversas atas de reuniões e por várias testemunhas', afirma Almeida no comunicado. O ex-dirigente reforça que sua posição não apenas era favorável à venda, mas especificamente ao investidor em questão: 'Além disso, sempre defendi que este investidor representava a melhor opção dentre todos aqueles com os quais mantivemos tratativas.'

O ponto nevrálgico da defesa reside na negação explícita de qualquer contato direto. 'Nunca tive qualquer contato com membros da família Lamacchia, tampouco com qualquer assessor que os representasse. Existe algum equívoco que precisa ser esclarecido. Eu sequer possuo o contato telefônico de qualquer um deles', declara Almeida, abrindo a porta para a hipótese de que haja algum mal-entendido ou, no mínimo, uma lacuna de informação a ser preenchida.

Almeida detalha ainda o fluxo de informações durante sua gestão. Segundo ele, manteve-se informado sobre o andamento das negociações 'exclusivamente por meio da G5 Partners, advisor contratado para conduzir o processo, até o momento em que foi retirada da negociação, que passou a ser conduzida exclusivamente pelos indicados pelo presidente'. Essa frase revela um aspecto importante: houve uma mudança na condução do processo de venda, com a retirada da G5 Partners e a centralização nas mãos de indicados diretamente pelo presidente do clube.

A manifestação do ex-vice de finanças não esclarece, contudo, qual foi exatamente a acusação formulada por Lamacchia, nem o contexto preciso que motivou a necessidade de resposta pública. O que fica evidente é que há uma disputa de versões sobre os bastidores da negociação da SAF vascaína, processo que já se arrasta há meses e envolve questões sensíveis sobre governança, transparência e, sobretudo, os interesses em jogo.

A nota de Sílvio Almeida sinaliza que o debate sobre a venda da SAF vai além das questões financeiras e táticas: envolve também a credibilidade dos atores que participaram das tratativas e a necessidade de esclarecimentos sobre eventuais canais paralelos de negociação. Para o torcedor vascaíno, resta aguardar novos desdobramentos que ajudem a esclarecer os fatos e, sobretudo, que contribuam para a definição do futuro institucional do clube.

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Publicado em 01 de julho de 2026

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