Filhas de Romário e Edmundo brincam: 'Eles parecem crianças'
Dada Favatto e Carol Sorrentino, filhas dos ex-camisas 11 vascaínos, participaram do Nepograma e revelaram bastidores da histórica rivalidade entre os ídolos. Amizade das duas nunca foi abalada pelas tretas dos pais.

Nesta semana, Dada Favatto, filha de Romário, e Carol Sorrentino, filha de Edmundo, participaram do mais recente episódio do Nepograma, apresentado por Luisa Perissé. No bate-papo, as duas revelaram detalhes da convivência com os pais e da histórica rivalidade entre os ex-atacantes que marcaram época no futebol brasileiro — e, em especial, no Vasco da Gama.
Amizade que supera rivalidade
Apesar de Romário e Edmundo terem protagonizado uma das relações mais polêmicas do futebol nacional, Dada e Carol mantêm uma sólida amizade. Questionadas sobre as constantes tretas entre os pais, as duas não esconderam o humor ao comentar a situação.
'Não dá para entender. Eles parecem crianças', brincou Dada. 'Eles estão de boa. Mas aí a gente vê uma briga na internet e descobrimos pela internet que não estão mais. Do nada, amigos novamente', completou.
As declarações reforçam o caráter imprevisível da relação entre os dois ídolos, que alternaram entre momentos de respeito mútuo e provocações públicas ao longo das décadas.
Bastidores da fama: personalidades opostas
Crescendo nos bastidores do futebol, Dada e Carol testemunharam de perto como os pais lidavam com a fama e a pressão constante dos torcedores. E as memórias revelam personalidades bem distintas.
Carol contou que nunca viu Edmundo recusar um pedido de foto. 'Já vi ele levantar da mesa com comida na boca para tirar foto', relatou. Já Dada lembrou de um Romário bem menos paciente com esses momentos: 'Ele inventava um caô e saía andando', entregou.
As diferenças de comportamento fora de campo refletem, de certa forma, os estilos também distintos que ambos exibiram dentro das quatro linhas — Edmundo, explosivo e intenso; Romário, gênio reservado e seletivo.
Influência do futebol na vida das filhas
Quando Luisa Perissé perguntou se crescer nesse ambiente influenciou o amor pelo esporte, Carol foi direta. 'Acho que influencia sim, não temos muita escolha. Em casa, meu pai sempre assistiu futebol, programa de fofoca e novela', ponderou.
Para Dada, a influência foi além da paixão e virou profissão. Romário lançou um canal esportivo e convidou a filha para integrar o projeto. Sem experiência prévia, ela aceitou o desafio: 'Eu era fissurada por futebol', contou.
As primeiras entrevistas foram com nomes de peso: Ronaldo Fenômeno, Galvão Bueno e Neymar. 'Já começou lá na elite e, nesse início, eu estava super nervosa, as pessoas falavam que eu só estava lá por causa do meu pai', recordou. Com o tempo, o trabalho consolidou a credibilidade própria.
Carol, por sua vez, escolheu caminho diferente. Formada em Publicidade e Propaganda, agora cursa Medicina e pretende seguir na anestesiologia. 'Ela está estudando para ser uma "nepo" que trabalha', brincou Luisa.
A rivalidade histórica entre Romário e Edmundo
A relação conturbada entre os dois atacantes começou ainda na década de 1990, quando ambos disputavam o protagonismo no futebol brasileiro. As provocações pela imprensa eram constantes, e o clima azedou de vez quando dividiram o vestiário vascaíno entre 1999 e 2000. Fontes internas da época garantiam que a convivência era insustentável.
Em 1999, Romário deu uma declaração a uma revista que ficou célebre: 'Agora a corte está toda reunida: o rei sou eu, o príncipe é você e o bobo da corte é o Edmundo'. A frase foi o estopim para o rompimento definitivo.
Na Copa do Mundo de 1998, embora não tenham jogado juntos, o climão persistia. Romário foi cortado por lesão pouco antes do mundial, e Edmundo ganhou destaque na competição, intensificando ainda mais a tensão.
Apesar de toda a história de atritos, os dois já trocaram elogios em entrevistas recentes, com um tom amistoso que sugere o amadurecimento da relação. 'A gente se fala, mas não é uma amizade de frequentar a casa um do outro', afirmou Edmundo em uma dessas ocasiões.
Para o torcedor vascaíno, a dupla representa um capítulo glorioso — e polêmico — da história cruzmaltina. E, como mostram Dada e Carol, é possível separar as rusgas dos pais da convivência saudável entre as novas gerações.
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