Flamengo aciona ANRESF contra o Vasco e alega risco à integridade do Brasileirão

Flamengo aciona ANRESF contra o Vasco e alega risco à integridade do Brasileirão

O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para pedir análise da situação econômico-financeira do Vasco. Em publicação no X, o perfil NewsColina (@newscolina) informou que o clube rubro-negro aponta risco à integridade da competição diante dos investimentos do Cruzmaltino em reforços. Segundo o ge.globo, o Flamengo solicita que a Agência avalie o caso pelas regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).

Na nota oficial divulgada, o Flamengo argumenta que o Vasco, apesar de estar em recuperação judicial e ter comunicado dificuldades para cumprir obrigações financeiras, segue atuando no mercado para reforçar o elenco, inclusive com propostas de valor relevante. O clube rubro-negro questiona que o rival tenha solicitado autorização judicial para contratação de novo financiamento emergencial destinado à manutenção das operações enquanto, paralelamente, investe em contratações. Para o Expresso98, o argumento encontra amparo na realidade da janela: a Vasco SAF solicitou novo DIP de até 150 milhões de reais com a Almirante Participações, aguarda pareceres de Watchdog, Ministério Público e Gatekeeper antes da decisão judicial final, e ao mesmo tempo contratou Santiago Sosa, Facundo Colidio e negocia John Mercado por cerca de 8 milhões de euros. A movimentação é factual, e a ANRESF terá de julgar se o modelo respeita as regras do SSF ou cria desequilíbrio competitivo.

"A discrepância é evidente: na disputa contra o rebaixamento, quem age com responsabilidade financeira não pode ser colocado em desvantagem justamente por respeitar os limites de suas contas. Quando gastar além da própria capacidade se transforma em vantagem esportiva, o problema deixa de ser apenas financeiro e passa a atingir diretamente a isonomia, a credibilidade e a integridade da competição", afirma trecho da nota.

O Flamengo defende que a adoção de medidas para preservar a operação de um clube em dificuldade não pode funcionar como instrumento para ampliar despesas esportivas sem que a capacidade financeira seja devidamente considerada. Na visão do clube, permitir novas despesas no futebol enquanto compromissos financeiros anteriores não são honrados cria uma assimetria e prejudica os clubes que cumprem as regras de responsabilidade financeira. O Expresso98 enxerga o argumento como coerente dentro da lógica da sustentabilidade — a Justiça determinou que a Vasco SAF não poderá contrair novo endividamento superior a 5,9 milhões de reais antes do relatório preliminar da ICTS, embora essa restrição não se aplique a operações envolvendo jogadores. O ponto de tensão está justamente aí: se investimentos esportivos ficam fora do teto, a linha entre preservar a operação e ampliar a capacidade de competir fica difusa.

A nota menciona ainda preocupação com possíveis consequências extremas: "Se uma SAF utilizar recursos para suportar a sua operação e deslocá-los para novos gastos, isso traz a ameaça de uma decisão da justiça de decretação de falência. Como a competição ficaria com a subtração de um participante no meio do campeonato?". O Flamengo encerrou pedindo que a ANRESF preserve a sustentabilidade dos clubes e a integridade das competições. A leitura do Expresso98 é que o acionamento tem fundamento técnico e mira a 19ª colocação do Vasco, com 22 pontos em 22 jogos: o maior rival não deseja que investimentos realizados sob recuperação judicial alterem o curso da disputa contra o rebaixamento. A ANRESF responderá se a estrutura da SAF vascaína cabe dentro do SSF ou se a assimetria apontada procede.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 18 de agosto de 2026

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