Flamengo ataca cessão gratuita do avião de Leila Pereira ao Vasco e aciona CBF

O Flamengo formalizou queixa na CBF sobre o uso gratuito, pelo Vasco, de aeronave da Placar Linhas Aéreas — empresa de Leila Pereira e seu marido, José Roberto Lamacchia, que também são donos da Crefisa.

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A ofensiva do Flamengo contra as relações entre a presidente do Palmeiras e o Vasco ganhou um novo capítulo: agora o alvo é o avião de Leila Pereira. O clube carioca formalizou queixa na CBF sobre a cessão gratuita de aeronave da Placar Linhas Aéreas para viagens do Vasco.

Em comunicado oficial, o Flamengo pediu medidas cautelares que alcancem empresas ligadas ao grupo econômico investigado. "O Flamengo considera importante também a adoção de medidas cautelares durante a análise e entende que, para serem plenamente eficazes, elas devem alcançar todas as partes relacionadas aos envolvidos na operação, incluindo empresas controladas direta ou indiretamente pelos mesmos grupos econômicos, como a Placar Linhas Aéreas", afirmou o clube rubro-negro.

Para o Expresso98, o movimento do Flamengo amplia o cerco sobre a negociação da SAF com Marcos Lamacchia, enteado de Leila: a queixa formalizada busca estender as restrições já aplicadas pela Anresf — que impedem o Vasco de negociar jogadores e tomar empréstimos da Crefisa — para outras empresas do mesmo grupo familiar, incluindo a companhia aérea. A estratégia é coerente com a linha de ataque do clube rubro-negro, que contesta a legitimidade do processo de venda desde que a agência reguladora instaurou o inquérito.

Fontes do Vasco reagiram com ironia à nota e lembraram que Leila Pereira emprestou o mesmo avião para outros clubes recentemente sem que houvesse reclamação do rival carioca.

A Placar Linhas Aéreas pertence a Leila Pereira e seu marido, José Roberto Lamacchia. O casal também é fundador e dono da Crefisa, empresa de serviços financeiros e crédito que tem sido o banco utilizado pelo Vasco para obter empréstimos durante o processo de recuperação judicial.

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão da CBF que tenta promover o fair play financeiro no país desde este ano, instaurou inquérito para investigar possível conflito de interesses entre o Vasco e o grupo empresarial de Leila Pereira.

Em um primeiro momento, a CBF considerou as justificativas apresentadas pelo Vasco insuficientes. O clube cruzmaltino terá prazo para produzir novas provas, mas até lá sofrerá medidas cautelares. Além da proibição de negociar jogadores no profissional e na base, dividir estruturas, funcionários e patrocinadores com o Palmeiras, a principal sanção é o veto à obtenção de novos recursos junto à Crefisa.

O que o Expresso98 enxerga é que a ampliação das medidas cautelares para alcançar a Placar Linhas Aéreas tem impacto prático limitado no curto prazo — a cessão é gratuita e não envolve transação financeira direta —, mas fortalece o argumento do Flamengo de que o vínculo entre o Vasco e o grupo econômico de Leila extrapola a relação com a Crefisa. O clube cruzmaltino já apresentou disposição para implementar ajustes solicitados pela Anresf, incluindo a possível constituição de um blind trust supervisionado pela agência, arranjo previsto no regulamento que permitiria a conclusão da operação.

O caso se insere no momento delicado do Vasco no Campeonato Brasileiro: o time ocupa a 16ª posição, com 25 pontos em 24 jogos. A última vitória foi por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, em São Januário, no dia 30 de agosto. O próximo compromisso é contra o Vitoria, fora de casa, na terça-feira, 3 de setembro.

Com informações do NetVasco, que cita Blog do Diogo Dantas - O Globo.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 30 de agosto de 2026

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