Foca detona crise política e cobra venda da SAF: 'Futuro perigoso'
Presidente da GDA classificou como 'perigoso' o cenário institucional do Vasco e pediu venda imediata da SAF à família Lamacchia. Protesto em São Januário cobrou fim da instabilidade no comando.

O que acontece quando a torcida perde a paciência com a bagunça institucional? Neste domingo (28), a resposta veio em forma de protesto organizado em São Januário — e com recado direto.
Foca, presidente da Guerreiros da Almirante (GDA), concedeu entrevista ao Mídia Vascaína durante o ato e não poupou palavras ao classificar o momento do clube. 'Esse protesto é de uma ideia coletiva dos vascaínos de uma percepção de um futuro muito perigoso mais uma vez para o Club de Regatas Vasco da Gama', afirmou.
O dirigente da organizada apontou a instabilidade política como responsável direta pelo caos: disputas internas atropelando planejamento, elenco sem comando técnico definido, indefinição sobre quem lidera o futebol — se interventora, se Pedrinho retorna, se liminar caiu ou não. 'A gente fica completamente tenso do que vai ser', desabafou.
O contexto é crítico. O Vasco está em décimo sétimo lugar no Brasileirão, flertando com a zona de rebaixamento, sem técnico anunciado e com jogadores que retornaram aos treinos em meio ao vácuo de comando. Para Foca, esse cenário 'atrapalha o Vasco de uma forma gigante'.
A GDA deixou claro seu posicionamento: apoia Pedrinho e reivindica a venda imediata da SAF para a família Lamacchia — especificamente José Lamacchia e filho. 'É o trabalho que tem mais garantias favoráveis ao clube', justificou o presidente da torcida.
O protesto não foi apenas contra. Foi a favor de algo: estabilidade, planejamento, caminho claro. 'A gente, como torcida, está nesse papel de reivindicar a tranquilidade e o melhor caminho para o clube', definiu Foca.
A preocupação é concreta: passar mais um ano 'no perrengue', brigando contra o rebaixamento, refém de disputas políticas enquanto o calendário avança e a bola rola. A torcida organizada entende que a venda da SAF nos moldes defendidos — à família Lamacchia — seria o atalho para tirar o clube da turbulência crônica.
Foca encerrou a fala com tom de compromisso. 'Isso não vai acontecer se depender da gente, da torcida. A gente está junto aí e vamos nessa.'
O protesto expôs o óbvio: a paciência do torcedor vascaíno com a desordem institucional chegou ao limite. Agora, cabe aos dirigentes responder — com ações, não com mais indefinição.
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