Garrincha vestiu a camisa do Vasco em 1967 e marcou época
Em amistoso histórico contra a Seleção de Cordeiro, o lendário ponta-direita entrou em campo com a Cruz de Malta, marcou gol, deu quatro assistências e ajudou o Vasco a fazer 6x1. Anos depois, voltaria a vestir o manto em homenagem aos vascaínos de Areal.

Em 1967, o Vasco da Gama viveu um daqueles dias que ficam guardados na memória: Garrincha, considerado por muitos o maior ponta-direita da história do futebol, vestiu a camisa cruzmaltina.
O momento aconteceu em um amistoso contra a Seleção de Cordeiro. Mané — como era carinhosamente chamado — não apenas vestiu o manto: entrou em campo, marcou um dos gols e distribuiu quatro assistências. Bianchini balançou as redes três vezes, enquanto Zezinho e Walfrido completaram a goleada de 6x1.
Manoel Francisco dos Santos nasceu em 28 de outubro de 1933, em Pau Grande, Magé, no Rio de Janeiro. Notabilizado pelos dribles desconcertantes e pela habilidade incomparável, Garrincha construiu uma carreira que o colocou entre os maiores jogadores que o futebol brasileiro já viu. Seus dribles tornaram-se lenda, e até hoje seu nome é sinônimo de magia com a bola nos pés.
Mas a história de Garrincha com a camisa vascaína não parou em 1967. Anos 70 adentro, durante uma visita ao município de Areal, no interior do Rio de Janeiro, o craque voltou a vestir a camisa do Gigante da Colina. Desta vez, em uma homenagem aos torcedores vascaínos da cidade. O momento foi registrado em uma foto tirada no campo do Esporte Clube Areal, que hoje integra o acervo de memória vascaína.
Garrincha faleceu em 20 de janeiro de 1983, no Rio de Janeiro, deixando um legado eterno no futebol mundial. Para o Vasco, essas passagens — ainda que breves e em contexto de amistosos e homenagens — representam a intersecção entre a grandeza do clube e a história do futebol brasileiro. São momentos que reforçam o peso da camisa cruzmaltina e a reverência que grandes nomes do esporte sempre tiveram pelo Gigante da Colina.
Os registros fotográficos dessas ocasiões, preservados por colecionadores e páginas como @memoriavascaina, ajudam a manter viva a lembrança de um tempo em que o futebol era arte pura — e de um dia em que essa arte vestiu a Cruz de Malta.
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