Gramado de São Januário vira alvo de insatisfação interna

A altura da grama em São Januário virou tema de discórdia entre comissão técnica, jogadores e diretoria vascaína. Greenleaf explica oscilações no padrão de corte que têm afetado a dinâmica dos jogos na Colina.

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O que deveria ser a base para o futebol vascaíno virou motivo de atrito interno: o gramado de São Januário não agrada. A insatisfação com a altura da grama entregue pela Greenleaf Gramados atingiu comissão técnica, elenco e diretoria — com o presidente Pedrinho entre os mais incomodados.

A reclamação é técnica: a oscilação na altura do corte tem impactado diretamente a velocidade da bola. Grama alta demais deixa o jogo lento; cortes baixos demais geram irregularidade e quiques imprevisíveis. O gol contra de Saldivia no empate em 2 a 2 com o Paysandu, pela Copa do Brasil, foi apontado como exemplo do problema — o quique da bola praticamente em cima do zagueiro uruguaio teria sido agravado pela condição do campo.

Internamente, há até avaliação sobre possível troca de fornecedor.

Procurado, o diretor técnico da Greenleaf, Lucas Pedrosa, defendeu o trabalho e explicou as oscilações recentes. O gramado, replantado no fim de novembro com grama Bermuda Celebration, ainda está em fase de ajuste. Segundo Pedrosa, a densidade alcançada no verão foi 'fantástica', mas criou um efeito de 'colchão' que precisava ser corrigido.

No jogo contra o Athletico, o corte foi feito no sábado por causa da previsão de chuva no domingo. A grama cresceu entre o preparo e a partida, gerando a sensação de altura excessiva. Contra o Paysandu, o corte foi feito no dia do jogo — sem reclamações registradas.

'Não está tendo falta e nem excesso de manutenção, estamos trabalhando normal de acordo com o desenvolvimento da grama', garantiu Pedrosa.

A busca pelo ponto de equilíbrio continua.

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Publicado em 14 de maio de 2026

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