Gringos escolhem o Vasco por história e acolhimento; clube dispara em copas e sangra no Brasileiro

Estrangeiros que moram no Rio de Janeiro têm escolhido o Vasco da Gama como time de coração com frequência superior à de outros clubes. A percepção foi registrada pelo perfil Gringo Na Arquibancada no Instagram, que ouviu estrangeiros para entender os motivos da preferência.
Segundo o perfil, quando a pergunta "pra quem você torce?" é feita a um carioca, a resposta mais comum é Flamengo. Mas entre os gringos, o Vasco e o Fluminense aparecem com mais frequência, com o clube de São Januário à frente. O levantamento foi feito ao longo de mais de cinco anos de convivência com estrangeiros na cidade. Para o Expresso98, o dado reflete algo que a própria história do clube sustenta: a Resposta Histórica de 1924, quando o Vasco recusou-se a dispensar seus atletas negros e operários, forjou uma identidade de acolhimento que atravessa gerações e fronteiras — e é isso que os gringos enxergam quando chegam ao Rio.
O desempenho do Vasco em 2026 apresenta abismo entre competições de mata-mata e o Campeonato Brasileiro. Em publicação no X, o perfil Sofascore Brasil (@SofascoreBR) comparou os números do clube na Copa do Brasil e na Sul-Americana com o rendimento no Brasileirão.
Nas copas, o Vasco disputou 15 jogos, com oito vitórias, cinco empates e duas derrotas — aproveitamento de 64,4%. No Brasileirão, foram 23 partidas, com cinco vitórias, sete empates e 11 derrotas, aproveitamento de 31,9%. A diferença mais brutal aparece nos gols sofridos: 12 nas copas contra 38 no campeonato de pontos corridos.
O Vasco marcou 25 gols nas competições de mata-mata e 24 no Brasileiro, números próximos. Mas a solidez defensiva muda radicalmente: oito jogos sem sofrer gols nas copas, apenas dois no campeonato. As grandes chances cedidas também disparam: 15 nas copas, 49 no Brasileiro. O clube precisa de 8,7 finalizações para marcar um gol nas copas e de 16,6 no Brasileirão. A leitura do Expresso98 é que o contraste não se explica apenas por sorte ou calendário: 64,4% de aproveitamento nas copas contra 31,9% no Brasileiro, oito jogos sem sofrer gols contra dois, 12 gols sofridos contra 38 — os números sugerem um time que encontra foco e organização quando a eliminatória exige, mas se perde na maratona dos pontos corridos, onde a regularidade defensiva deveria ser regra, não exceção.
O Vasco eliminou o Vitória por 1 a 0 em São Januário pela Copa do Brasil na última quarta-feira, resultado que manteve a trajetória sólida em mata-mata e o contraste com o desempenho no campeonato nacional. Com 22 pontos em 23 jogos e a lanterna do Brasileirão às costas, o Expresso98 enxerga o paradoxo cruel da temporada: o time que resiste em duas copas sangra no campeonato que, ao fim, define permanência ou queda — e é na competição de pontos corridos que a conta será cobrada.
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