Grupo de 8 credores tenta travar o leilão da SAF — e a decisão fica nas mãos da juíza que já os barrou uma vez
Oito credores que tiveram a legitimidade processual negada pela juíza Simone entraram com embargos de declaração para impedir o leilão da SAF do Vasco. A mesma magistrada analisa o pedido e pode penalizar o grupo por tumulto processual.

O processo de venda da SAF do Vasco enfrenta mais uma tentativa de obstrução. Oito credores entraram com embargos de declaração para impedir o leilão marcado pela Justiça — os mesmos oito que já haviam tido a legitimidade processual negada pela juíza Simone quando tentaram barrar a venda da UPI Equity.
Os embargos buscam efeitos infringentes, ou seja, modificar a decisão anterior que negou a participação do grupo no processo. Segundo o jornalista José Américo, do Vasco Connection, há clara inadequação da via eleita — os embargos de declaração não se prestam a esse fim, e as chances de sucesso são baixas.
A análise do pedido fica nas mãos da própria juíza Simone, que já rejeitou a tentativa anterior do grupo. A magistrada pode inclusive penalizar os embargantes caso entenda tratar-se de tumulto processual.
O leilão da SAF segue sem data definitiva. O Vasco disputa o Brasileirão em 16º lugar, com 31 pontos em 28 rodadas — dentro da zona de rebaixamento. O clube vem de vitória por 5 a 0 sobre o Coritiba em São Januário, mas acumula forma irregular na competição, com apenas oito vitórias em 27 jogos.
A disputa pela SAF envolve a Nova SAF Vasco, grupo que tenta adquirir as ações da 777 Partners, e outros interessados. A audiência sobre o tema está marcada para 25 de setembro, com o Ministério Público já tendo opinado pelo prosseguimento da disputa.
Com informações do NetVasco, que cita X do jornalista José Américo/Vasco Connection.
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