Grupo de Lamacchia divide recursos da SAF em quatro frentes
Proposta separa capital em 'potes': futebol, fluxo de caixa, reforma do CT e quitação de dívidas. Modelo prevê CT mais moderno da América do Sul e blindagem: dinheiro de venda de jogador fica no futebol.

O grupo liderado por Marcos Lamacchia estruturou a proposta de compra da SAF do Vasco em quatro frentes distintas de investimento. O modelo divide os recursos em 'potes' com finalidades específicas.
O primeiro pote será destinado exclusivamente ao futebol. O segundo cobrirá o fluxo de caixa operacional: se o clube gerar R$ 300 a R$ 400 milhões anuais mas o fluxo total for de R$ 700 milhões, o grupo assumiria a diferença com capital próprio.
A terceira frente contempla a reforma do CT, com investimento entre R$ 100 e R$ 120 milhões. A proposta prevê transformar a estrutura no centro de treinamento mais moderno da América do Sul.
O quarto pote será direcionado à dívida do clube, estimada em R$ 1,3 bilhão. Com as renegociações em curso, o montante deve cair para a faixa de R$ 700 a R$ 800 milhões.
Um ponto relevante do modelo: o dinheiro gerado pelo futebol permanece no futebol. Caso o Vasco venda um jogador por R$ 100 milhões, por exemplo, esse valor será reinvestido exclusivamente na área esportiva — não será usado para cobrir fluxo de caixa ou dívidas, que ficam separados na estrutura financeira proposta.
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