Hugo Moura cala o Maracanã: 'Já errei muito aqui, hoje saio aplaudido'
Revelado pelo Flamengo, volante marcou nos acréscimos e garantiu empate heroico no clássico. Em depoimento emocionado, Hugo relembrou vaias, choro em casa e abraço do grupo vascaíno nos momentos difíceis.

Não poderia ser outro. Hugo Moura, o volante que conhece cada degrau da montanha-russa de São Januário, cravou o 2 a 2 nos acréscimos contra o Flamengo no Maracanã e aplicou a mais doce das leis do ex. Revelado pelo rival, Hugo beijou a Cruz de Malta, vibrou com o Setor Sul e silenciou quem duvidava.
'Quando entrei estava 2 a 0, a gente fez 2 a 1 e fiz o gol do empate no último minuto. Emoção muito grande. Já errei muito aqui, já fui vaiado, exaltado e aplaudido. Hoje eu saio aplaudido', declarou o camisa 25 na zona mista, voz embargada.
A trajetória de Hugo no Vasco é um retrato cru da pressão cruzmaltina. Chegou em 2024, levou cartão vermelho logo nos primeiros jogos e ouviu vaias. Cresceu sob Rafael Paiva, oscilou em 2025 e renasceu com Renato Gaúcho. 'Vivi momentos de chegar em casa e chorar. De perguntar para a minha esposa o que faríamos. O grupo todo me abraçou no momento ruim', confessou.
O gol nasceu de uma leitura tática. Hugo viu Thiago Mendes cansado, atacou a área sem pedir licença e cabeceou para o fundo das redes. 'O professor pede para que um volante sempre ataque a área. Vi o espaço e falei: vou ali, vamos ver o que vai acontecer. Graças a Deus deu tudo certo.'
Renato Gaúcho foi direto: 'O Hugo é o xodó do grupo. Nunca deixou de trabalhar. Hoje foi importante para ele ter novamente a confiança do nosso torcedor.'
Com Cauan Barros suspenso, Hugo pode ser titular no domingo contra o Athletico-PR pelo Brasileirão. Antes, o Vasco enfrenta o Audax Italiano na quarta-feira, às 19h, no Chile, pela Sul-Americana.
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