Josh Wander se declara culpado em fraude de US$ 500 milhões
Ex-sócio-fundador da 777 Partners confessou ter usado a empresa para subtrair centenas de milhões de dólares de credores e investidores. Procuradoria de Nova York divulgou o caso nesta quinta-feira.

Nesta quinta-feira, a Procuradoria de Nova York divulgou que Josh Wander, ex-dono da SAF do Vasco e sócio-fundador da 777 Partners, declarou-se culpado em um esquema de fraude de US$ 500 milhões — aproximadamente R$ 2,54 bilhões. O americano enfrentará a sentença definitiva em 1º de março de 2027, perante o juiz distrital responsável pelo caso.
Segundo o procurador para o distrito sul de Nova York, Jamie McDonald, Wander utilizou a 777 Partners para subtrair centenas de milhões de dólares de credores privados e investidores. 'Como ele próprio admitiu, Josh Wander utilizou sua empresa, a 777 Partners, para subtrair centenas de milhões de dólares de credores privados e investidores. Wander ofereceu os mesmos ativos como garantia mais de uma vez, apresentou ativos fictícios, mentiu sobre a situação financeira de sua empresa e chegou a falsificar extratos bancários, tudo para obter acesso aos recursos de suas vítimas', afirmou McDonald em comunicado oficial.
O procurador acrescentou que Wander destinou os valores a fins não autorizados pelos credores, inclusive para arcar com as despesas da rede de clubes de futebol profissional mantida pela 777. 'Seja no mercado privado ou no público, uma conduta tão descarada compromete a integridade do nosso sistema financeiro e não será tolerada', concluiu.
Wander foi acusado de fraude eletrônica, fraude com valores mobiliários e conspiração. Para cada uma das duas acusações a que se declarou culpado, a pena máxima é de 20 anos de prisão — somando até 40 anos de reclusão.
Em maio de 2024, o americano já havia sido formalmente acusado por esquema de fraude. Naquele mesmo mês, Wander e Steven Pasko renunciaram às funções na 777 Partners, empresa que os dois haviam cofundado. A companhia entrou em processo de falência e passou a ser administrada pela seguradora A-CAP, uma de suas maiores credoras.
Também em maio de 2024, a 777 foi afastada da SAF do Vasco por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.
Com informações do ge.globo.
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