Juíza deixa caso da SAF uma hora após reunião com advogados

Caroline Rossy Brandão Fonseca surpreendeu advogados do Vasco ao pedir afastamento do processo da SAF pouco depois de reunião considerada positiva. Mudança repentina gerou estranhamento no departamento jurídico cruzmaltino.

tribunal justiça rio janeiro

A sala de reuniões ainda guardava o clima de otimismo quando os advogados do Vasco da Gama encerraram o encontro com a juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do TJRJ. O relógio marcava o fim de uma conversa que todos os presentes consideraram produtiva. Pouco mais de uma hora depois, a surpresa: a magistrada pedia afastamento do caso da SAF vascaína.

A decisão pegou desprevenidos não apenas os representantes jurídicos do clube cruzmaltino, mas também os advogados do possível novo investidor da Vasco SAF que participaram da reunião realizada na quinta-feira (02). Segundo apuração do Colina 1927, o despacho — ato processual destinado a impulsionar o andamento do caso — havia sido positivo, e Caroline mostrou-se receptiva às alternativas apresentadas pela defesa vascaína para reconsideração da decisão anterior.

O contraste entre o tom da reunião e o movimento seguinte gerou estranhamento imediato. 'O que explica a juíza Caroline, uma hora depois da conversa que tivemos, mudar totalmente a posição dela? Nos soou estranho', afirmou uma das fontes ouvidas pela apuração, em declaração que expressa o sentimento compartilhado pelos integrantes do departamento jurídico vascaíno presentes ao encontro.

A mudança repentina de postura após um encontro considerado construtivo alimentou dúvidas sobre os bastidores do processo. Durante a reunião, advogados do Vasco e do potencial investidor apresentaram propostas e debateram caminhos jurídicos com a magistrada, que sinalizou abertura ao diálogo. A expectativa era de que o processo seguisse seu curso normal sob a condução de Caroline Rossy Brandão Fonseca, responsável pelo caso até então.

Com o afastamento, o processo foi automaticamente transferido para a vara ao lado, conforme determina o protocolo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A juíza Simone Gastesi Chevrand e seu substituto Agustin Cunha Torres assumem agora a condução do caso da SAF vascaína. Questionada sobre a presença dos novos magistrados, a fonte esclareceu o procedimento padrão: 'É normal. A juíza (Caroline), quando decide sair do caso, obrigatoriamente tem que passar o processo para a Vara do lado'.

A transferência adiciona mais um capítulo à complexa trama jurídica que envolve a SAF do Vasco da Gama. O caso, que já atravessa caminhos tortuosos no judiciário fluminense, ganha agora novos interlocutores e exigirá que advogados do clube e do possível investidor reconstruam pontes de diálogo com a nova relatoria.

Para o Vasco, a situação representa mais um obstáculo no processo de reestruturação da sociedade anônima do futebol. A expectativa era de que a reunião de quinta-feira pudesse destravar questões pendentes e abrir caminho para avanços concretos nas tratativas com o potencial novo sócio. A mudança na condução judicial do caso, no entanto, impõe novo compasso de espera.

O departamento jurídico vascaíno trabalha agora para estabelecer contato com a nova relatoria e apresentar os argumentos que haviam sido debatidos com Caroline Rossy Brandão Fonseca. A expectativa é que Simone Gastesi Chevrand e Agustin Cunha Torres sejam igualmente receptivos às propostas apresentadas pela defesa cruzmaltina, permitindo que o processo avance sem retrocessos.

Enquanto isso, torcedores e investidores aguardam sinais concretos sobre o futuro da SAF vascaína, em meio a um cenário jurídico que se mostrou, mais uma vez, imprevisível.

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Publicado em 04 de julho de 2026

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