Juíza reduz administradores da RJ do Vasco e MPRJ critica ação da 777

Juíza reduz administradores da RJ do Vasco e MPRJ critica ação da 777

A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou mudanças na recuperação judicial do Vasco. A juíza Simone Gastesi Chevrand reduziu de dois para um o número de administradores judiciais do processo, mantendo apenas a Wald.AJ e dispensando a K2 Consultoria. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público.

A magistrada nomeou ainda um observador judicial — um watchdog — para fiscalizar de perto a própria administração judicial. O motivo foi a divergência entre relatórios que apontavam normalidade e sinais recentes de aperto financeiro, incluindo pedido de empréstimo emergencial de R$ 40 milhões feito pelo clube em julho. Para o Expresso98, a divergência expõe que o controle sobre as finanças do Vasco na recuperação judicial precisa de aperto: relatórios indicavam uma coisa, enquanto o clube batia à porta pedindo R$ 40 milhões em caráter emergencial — sinais contraditórios que justificam a camada extra de fiscalização. O escritório Gussem e Lemos Basto Advogados foi escolhido para checar se as informações passadas pelo Vasco à administração judicial são verdadeiras e entregues em dia, atuando como uma camada extra de controle sobre as contas do clube.

Em outro desdobramento judicial envolvendo o Vasco, o jornalista José Américo publicou no X que o Ministério Público do Rio de Janeiro criticou a forma jurídica como o processo da 777 Partners contra o clube foi recebido. Segundo a publicação, uma cota do MPRJ nos autos questiona aspectos processuais da ação, e houve certificação de suspensão de prazo no processo. O jornalista opinou que a ação da 777 estaria com prognóstico desfavorável. A leitura do Expresso98 é que o questionamento do MPRJ sobre aspectos processuais pode fragilizar a ação da 777, mas o desfecho ainda depende de tramitação e decisões judiciais futuras — é cedo para cravar qualquer resultado, embora o movimento seja favorável ao Vasco.

As decisões da 4ª Vara Empresarial refletem a necessidade de supervisão mais rigorosa sobre as finanças do clube durante o processo de recuperação judicial. A nomeação de um observador independente representa uma camada adicional de fiscalização, destinada a garantir transparência nas informações prestadas pelo Vasco aos administradores judiciais.

Outra foto

Por Redação Expresso98 · Publicado em 08 de agosto de 2026

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário