Justiça abre leilão da SAF, fixa R$ 500 mi e Lamacchia vira candidato oficial a comprador

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro definiu nesta sexta-feira (28/8) o edital que determina o processo competitivo pela venda da SAF do Vasco. Com o processamento de alienação sobre a UPI Equity, outras empresas podem sinalizar o interesse pela compra da SAF. A decisão foi proferida pelo Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, nos autos da Recuperação Judicial nº 0943414-78.2024.8.19.0001.
O Club de Regatas Vasco da Gama e a Vasco da Gama Sociedade Anônima de Futebol publicaram nota oficial comunicando que se encontra em preparação o processo para alienação da UPI Equity, que envolve o controle acionário da Vasco SAF. A divulgação atende à determinação judicial de publicização da aproximação da venda e tem por finalidade dar conhecimento a eventuais interessados na aquisição do ativo, possibilitando sua manifestação nos autos da Recuperação Judicial. Para o Expresso98, a formalização do processo competitivo representa um passo concreto para a virada financeira do clube: o edital fixa piso de R$ 500 milhões e cria marco regulatório transparente para a operação, tirando o negócio do campo da especulação e colocando-o sob supervisão direta do Juízo — condições que protegem o patrimônio do Gigante e abrem caminho para o alívio da crise de caixa.
Principal interessado no processo de competição para adquirir a SAF do Vasco, Marcos Lamacchia deve enfim concorrer para comandar o Cruzmaltino. O empresário criou a Almirante Participações e Empreendimentos com o intuito de fazer uma proposta de compra da SAF do Vasco. Eventuais interessados poderão se manifestar diretamente no processo, inclusive sob sigilo, caso assim desejem. A leitura aqui é que Lamacchia parte como favorito, mas com proposta estruturada: R$ 500 milhões no futebol, conversão dos R$ 80 milhões da Crefisa em ações, R$ 120 milhões no CT profissional, R$ 30 milhões na base e compromisso de cobrir déficit por cinco anos — números que, se cumpridos, colocam o Vasco em condição de enfrentar o jejum de 2016 e voltar a brigar por títulos. O histórico recente sugere urgência: o clube teria caixa apenas até 31 de agosto e projeta prejuízo de R$ 300 milhões até o fim do ano, cenário que faz da entrada de capital uma questão de sobrevivência imediata, não apenas de ambição.
A alienação da UPI Equity é objeto de requerimento de deflagração de processo competitivo apresentado pelo CRVG e pela Vasco SAF, conforme previsto no Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores e homologado judicialmente. A operação observará as condições a serem estabelecidas no respectivo edital e as determinações do Juízo da Recuperação Judicial. O jornalista José Américo publicou no X a íntegra do edital de alienação da UPI Equity. Vale a leitura de que o processo competitivo também reduz a pressão da investigação em curso na Anresf sobre o vínculo entre Lamacchia e Leila Pereira: representantes do empresário já sinalizaram disposição para implementar qualquer ajuste solicitado, incluindo possível blind trust, e a abertura do certame demonstra que o clube não depende exclusivamente de uma única operação para sair da recuperação judicial — embora Lamacchia siga como aposta prioritária pela maturidade da proposta e pela rapidez na execução.
Com informações de José Américo.
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