Justiça define 30 de setembro como prazo limite para conclusão da venda da SAF

Justiça define 30 de setembro como prazo limite para conclusão da venda da SAF

A venda da SAF do Vasco entrou oficialmente na fase competitiva com a publicação do edital de alienação judicial pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (15). O documento estabelece 30 de setembro de 2026 como data-limite para conclusão da operação que pode entregar o controle da nova SAF ao empresário Marcos Lamacchia.

Segundo o NetVasco, o processo passa por etapas obrigatórias: realização do processo competitivo para receber propostas, possibilidade de surgirem investidores concorrentes, direito de preferência da Almirante Participações (empresa de Lamacchia) para igualar qualquer oferta superior, homologação do resultado pela Justiça, cumprimento das condições previstas no acordo e assinatura definitiva da operação. O ge.globo informou que a Almirante Participações foi colocada no edital como "stalking horse bidder", função que lhe garante o direito de fazer a primeira oferta e a preferência de igualar qualquer proposta concorrente.

O acordo de investimentos soma pouco mais de R$ 3,1 bilhões, segundo o ge.globo. A conta engloba R$ 1 bilhão para pagar dívidas entre Recuperação Judicial e débitos tributários (a dívida bruta é de R$ 1,3 bilhão), R$ 1,5 bilhão para cobrir déficit de caixa por cinco anos, R$ 500 milhões em aportes para o futebol ao longo de cinco anos, R$ 120 milhões para o centro de treinamento profissional e R$ 30 milhões para melhorias na base. A oferta mínima é de R$ 650 milhões, valor que seria dividido em investimentos para reforços, CT e melhorias na base, além da assunção das dívidas do clube por pelo menos 10 anos.

O contrato estabelece que Lamacchia não pode vender as ações por 10 anos nem distribuir lucros pelo mesmo período, conforme o ge.globo. Há previsão de multas caso o investidor não cumpra os aportes estabelecidos. O edital definiu ainda que o Vasco terá que pagar R$ 50 milhões ao empresário caso negocie o controle do futebol para outra empresa. Em outubro do ano passado, o clube recebeu R$ 82 milhões da Crefisa em empréstimo DIP — caso Lamacchia assuma, esse valor será convertido em capital da nova SAF.

Quanto à janela de transferências, que abre em 20 de julho e vai até 11 de setembro, o NetVasco avalia que é improvável que Lamacchia esteja oficialmente no comando logo na abertura. Existe, porém, uma chance concreta de que o processo avance durante o período de inscrições, caso a homologação ocorra nas próximas semanas e o fechamento aconteça antes do início de setembro. A operação ainda depende de ser o ganhador da concorrência na Recuperação Judicial, aprovação pelo juízo, conclusão de auditoria, passar pelo rito interno do clube e acerto com a parte da A-CAP, que envolve negociação paralela com representantes dos americanos no Brasil e discussão na Arbitragem na FGV.

## Análise Expresso98

A publicação do edital de alienação judicial pela 4ª Vara Empresarial marca o ponto de virada que o Vasco esperava há anos: a venda da SAF entrou oficialmente na fase competitiva, com prazo-limite em 30 de setembro para conclusão da operação que pode entregar o controle ao empresário Marcos Lamacchia. O clube amarga a 17ª posição no Brasileirão com apenas 20 pontos em 18 jogos, cenário dramático que torna ainda mais urgente a injeção de recursos prevista no acordo de pouco mais de R$ 3,1 bilhões — R$ 1 bilhão para pagar dívidas da Recuperação Judicial e débitos tributários, R$ 1,5 bilhão projetado para cobrir déficit de caixa por cinco anos, R$ 500 milhões para contratações no futebol, R$ 120 milhões no CT profissional e R$ 30 milhões no CT da base. A chegada de Pedro Emanuel, que abriu mão de proposta milionária na Arábia Saudita para aceitar o projeto vascaíno, ganha outra dimensão quando o Gigante da Colina vislumbra a chance concreta de fechar a janela de transferências (20 de julho a 11 de setembro) já sob nova gestão, caso a homologação ocorra nas próximas semanas.

O que joga a favor do Vasco é a estrutura jurídica do processo: o edital colocou a Almirante Participações como "stalking horse bidder", função que garante ao empresário o direito de fazer a primeira oferta e a preferência de igualar qualquer proposta concorrente — blindagem importante num mercado em que poucos investidores se dispõem a assumir passivos bilionários. O contrato proíbe Lamacchia de vender ações por 10 anos e distribuir lucros pelo mesmo período, além de prever multas caso os aportes não sejam cumpridos, sinalizando compromisso de longo prazo e não apenas especulação financeira. A oferta mínima de R$ 650 milhões, dividida em investimentos para reforços, CT e melhorias na base, mais a assunção das dívidas por pelo menos 10 anos, representa alívio imediato para um clube sufocado pela Recuperação Judicial. O empréstimo DIP de R$ 82 milhões recebido da Crefisa em outubro do ano passado será convertido em capital da nova SAF caso Lamacchia assuma, ampliando o fôlego financeiro. Há ainda a possibilidade concreta de que o processo avance durante a janela de transferências, permitindo contratações já sob a nova gestão — movimento que daria fôlego imediato ao elenco de Pedro Emanuel, que já trabalha na negociação de Nelson Deossa, volante colombiano de 26 anos do Real Bétis, com proposta de 10 milhões de euros parcelados em até quatro anos via empréstimo com opção de compra, sendo a compra definitiva prevista para 2027, já sob o comando do novo investidor.

O que preocupa é o cipoal de etapas obrigatórias até o fechamento: realização do processo competitivo para receber propostas, possibilidade de surgirem investidores concorrentes, homologação do resultado pela Justiça, cumprimento das condições previstas no acordo e assinatura definitiva da operação. O edital estabelece que o Vasco terá que pagar R$ 50 milhões ao empresário caso negocie o controle do futebol para outra empresa, cláusula que protege Lamacchia mas amarra o clube numa janela crítica. A operação ainda depende de aprovação pelo juízo, conclusão de auditoria, passar pelo rito interno do clube e acerto com a parte da A-CAP, que envolve negociação paralela com representantes dos americanos no Brasil e discussão na Arbitragem na FGV — a resolução da situação com a 777 Partners é condição para o Closing, embora não impeça o início do processo competitivo. A dívida bruta de R$ 1,3 bilhão (dos quais R$ 1 bilhão será coberto pelo investidor) e o déficit projetado de R$ 1,5 bilhão em cinco anos mostram a gravidade da situação financeira, e qualquer atraso no cronograma pode jogar o Vasco numa janela de transferências sem capacidade de contratação, desperdiçando a chance de reforçar o elenco que amarga forma recente de LLLWD e precisa escapar da zona de rebaixamento.

A leitura do Expresso98 é de que o Vasco finalmente tem diante

Mais fotos (2)

Publicado em 16 de julho de 2026

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário