Justiça derruba segundo recurso do Vasco e barra Maracanã — falta de boa-fé pesa contra o clube
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro indeferiu pela segunda vez o pedido vascaíno para enfrentar o Vitória no Maracanã pela Copa do Brasil. Desembargador citou violação do princípio da boa-fé objetiva.

Bateu, levou. O Vasco recorreu à Justiça após ter o primeiro pedido negado para mandar o confronto contra o Vitória no Maracanã, e a resposta veio dura: indeferido novamente. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão que impede o clube cruzmaltino de utilizar o estádio na partida válida pela Copa do Brasil.
O veto inicial partiu de Flamengo e Fluminense, que aprovaram em 18 de agosto um cronograma de tratamento do gramado do Maracanã com paralisação entre os dias 23 e 29 do mesmo mês. O problema, segundo a Justiça, foi outro: a cronologia dos fatos.
O próprio Vasco havia anunciado em 11 de agosto que a partida seria disputada em São Januário. Oito dias depois, em 19 de agosto — um dia após a aprovação do cronograma de manutenção pela dupla rubro-negra e tricolor —, o clube solicitou a mudança de sede para o Maracanã. Para o Expresso98, a sequência dos fatos enfraqueceu juridicamente a posição do Vasco: anunciar uma praça e só depois tentar revertê-la, após movimento dos rivais, criou um histórico de decisões contraditórias que pesou contra o clube na análise do magistrado.
O Desembargador responsável pela decisão foi taxativo ao fundamentar o indeferimento: considerou que o Vasco teve "conduta violadora do princípio da boa-fé objetiva". A lógica jurídica é direta — anunciar uma praça, ver a rival se organizar e então tentar mudá-la configura contradição de conduta, e isso tem peso no Direito.
O clube recorreu à Justiça após o impasse com Flamengo e Fluminense, mas esbarrou no próprio histórico de anúncios. A decisão mantém São Januário como palco do confronto eliminatório, encerrando — ao menos por ora — a tentativa de levar o duelo ao estádio de maior capacidade. A leitura aqui é que o episódio expõe fragilidade no planejamento: o anúncio de 11 de agosto deveria ter sido definitivo ou, no mínimo, acompanhado de reserva formal prévia no Maracanã — a mudança de ideia tardia deu margem à contestação e deixou o Vasco sem saída judicial.
Com informações do NetVasco, que cita X do jornalista Venê Casagrande/SBT.
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