Administração Judicial, Watchdog e Gatekeeper avalizam o DIP deR$ 150 milhões de Lamacchia e empurra a SAF para os grupos finalistas

Administração Judicial, Watchdog e Gatekeeper avalizam o DIP da Almirante e o processo de venda de 90% da nova SAF. Parecer conjunto é submetido ao Ministério Público e ao juízo nesta sexta; liberação ocorre na semana em que a 777 retirou oposição.

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O processo de reestruturação do Vasco deu dois passos concretos nesta sexta-feira. A Administração Judicial, o Watchdog e o Gatekeeper — os três auxiliares do juízo no processo de recuperação judicial — se manifestaram favoravelmente à contratação do novo empréstimo DIP, de até R$ 150 milhões, e ao prosseguimento do processo competitivo para a venda de 90% da nova SAF. O parecer conjunto foi apresentado no processo e agora será submetido à análise do Ministério Público e da Justiça.

Os três auxiliares foram chamados a se manifestar após decisões da 4ª Vara Empresarial que levantaram questionamentos sobre o novo financiamento e sobre a estrutura do processo de alienação da SAF. O documento reúne as conclusões da análise financeira, jurídica e negocial realizada sobre as duas operações. Para o Expresso98, essa manifestação conjunta representa um aval técnico importante: os três órgãos que fiscalizam o processo de recuperação judicial validaram simultaneamente tanto o empréstimo quanto a estrutura da venda, reduzindo o risco de novos obstáculos jurídicos nas próximas etapas.

Na avaliação dos auxiliares, os elementos analisados demonstram uma necessidade concreta de recomposição da liquidez do clube — o fluxo de caixa necessário para a operação. Entre as propostas apresentadas para o novo DIP, a da Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, foi considerada a mais adequada.

A ressalva dos auxiliares é que a linha de crédito de até R$ 150 milhões não deve ser utilizada automaticamente em sua totalidade: os desembolsos deverão corresponder às necessidades efetivas de caixa e permanecer sob acompanhamento e fiscalização. A leitura do Expresso98 é que essa condicionante, embora pareça restritiva, na verdade protege o clube: os auxiliares reconhecem a necessidade do empréstimo, mas garantem que ele não será queimado de uma vez — os R$ 150 milhões entram conforme a demanda real, sob controle, evitando desperdício e endividamento desnecessário.

A Justiça havia pedido o parecer em conjunto dos três auxiliares até a quarta-feira, dia 2 de setembro. Houve pedido de aumento do prazo, e a publicação dos pareceres ocorreu nesta sexta-feira.

O avanço na Justiça acontece na semana em que a 777 Partners, ex-dona da SAF, chegou a um acordo com o Vasco. Os americanos não se opõem mais à venda da nova SAF. O que o Expresso98 enxerga aqui é o alinhamento de dois obstáculos que travavam o processo: a 777 saiu do caminho e os auxiliares do juízo deram sinal verde — o clube ganha margem para finalmente avançar no competitivo e definir quem assume a SAF, depois de meses de impasse.

O DIP é um financiamento de curto prazo destinado a manter a operação do clube durante o processo de recuperação judicial. A linha de crédito proposta pela Almirante tem como objetivo garantir liquidez imediata enquanto o Vasco define o grupo que assumirá 90% da nova SAF. O parecer favorável dos três auxiliares é um passo necessário para que a Justiça autorize a contratação do empréstimo e permita que o processo competitivo pela SAF avance para as fases finais.

A manifestação conjunta da Administração Judicial, do Watchdog e do Gatekeeper é submetida agora ao Ministério Público, que terá a oportunidade de se pronunciar antes da decisão final do juízo. A expectativa é que, com o aval dos auxiliares, o processo ganhe agilidade nas próximas semanas.

Com informações do ge Vasco, por Bruno Murito.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 04 de setembro de 2026

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