Justiça recebe proposta de R$ 264,7 mil para escancarar a SAF — e o radar mira 777, comissões e conflitos
A 4ª Vara Empresarial determinou, o Vasco apresentou. Está na mesa da Justiça uma proposta de auditoria e investigação para vasculhar quatro anos de movimentação financeira da SAF — extratos, contratos, luvas e possíveis conflitos de interesse.

A 4ª Vara Empresarial da Capital determinou. O Vasco apresentou. Agora está na mesa da Justiça uma proposta de auditoria e investigação para vasculhar a fundo quatro anos de movimentação da SAF — de 2022 a 2026. O escopo é amplo: pagamentos, extratos bancários, contratos de jogadores, direitos econômicos, luvas, comissões de intermediários, conflitos de interesse e vínculos entre pessoas e empresas.
O trabalho será feito pela Protiviti, empresa especializada em auditoria e governança. O custo estimado é de R$ 264,7 mil em honorários — despesas operacionais ficam de fora dessa conta.
A proposta prevê entrevistas com funcionários, ex-funcionários e outros envolvidos nas operações da SAF. Também entrará na mira a avaliação dos processos de governança, controles internos e aprovação de despesas e investimentos. O objetivo é mapear como o dinheiro entrou, saiu e para onde foi — e se há responsáveis a apontar. Para o Expresso98, a amplitude do raio-x é justamente o que fortalece o processo: quanto mais detalhado o mapeamento, mais sólida a base para defender a saída da 777 e, principalmente, para apresentar ao mercado um Vasco com as contas abertas e a governança limpa — o que pode acelerar a entrada de um novo investidor de peso.
Os documentos não apontam irregularidades já comprovadas. Trata-se de uma proposta de trabalho, não de um laudo. A auditoria vai justamente buscar evidências e apurar se houve irregularidades e quem responde por elas. A manifestação foi protocolada no processo judicial que investiga a gestão da SAF, em especial o período sob controle da 777 Partners.
O contexto é o da disputa pela SAF. O Vasco pediu à Justiça aval para abrir concorrência de novos investidores, movimento que depende da regularização da governança e da apuração do que aconteceu nos últimos anos. A auditoria entra como peça desse processo — um raio-x financeiro que pode embasar tanto a saída da 777 quanto a entrada de um novo grupo. A leitura aqui é que o clube está construindo o caminho certo: ao invés de apenas brigar na Justiça, apresenta proposta técnica, com empresa qualificada, custo definido e escopo claro, o que sinaliza seriedade e organização ao mercado e aos potenciais investidores — justamente o que faltou nos últimos anos.
O clube vive momento delicado no Brasileirão. São 22 pontos em 21 jogos, com cinco vitórias, sete empates e nove derrotas — 18º lugar na tabela. O último compromisso foi o empate sem gols com o Bahia, em 9 de agosto. O próximo é contra o Olimpia, em 13 de agosto, em São Januário. Na avaliação do Expresso98, a definição institucional pode ter impacto direto no campo: a chegada de Marcos Lamacchia, com proposta de R$ 500 milhões carimbados para o futebol e cobertura de déficit prevista em R$ 1,5 bilhão ao longo de cinco anos, depende justamente desse processo competitivo que a auditoria ajuda a viabilizar — e quanto antes o investimento chegar, mais rápido o elenco pode ser reforçado para tirar o time da zona de risco.
A proposta da Protiviti aguarda aprovação judicial. Se aceita, o trabalho deve começar em seguida — e os resultados podem redefinir o futuro institucional do Vasco.
Com informações do NetVasco, que cita X Atenção Vascaínos.
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