Justiça trava a penhora das ações da 777 — e o leilão da SAF segue sem prazo definitivo

A 51ª Vara Cível do Rio suspendeu a ordem de penhora das ações da 777 Partners na Vasco SAF, movida pela Matix Capital. Decisão veio após novos documentos em segredo de Justiça e adia qualquer avanço no processo.

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O imbróglio judicial envolvendo a 777 Partners e a Vasco SAF ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (16). A 51ª Vara Cível do Rio de Janeiro suspendeu, por enquanto, os efeitos da decisão que havia determinado a penhora das ações da gestora americana na SAF vascaína. A ordem estava em vigor desde o fim de agosto e foi travada após a apresentação de novos documentos no processo de execução movido pela Matix Capital.

A Matix cobra uma dívida da 777 e havia solicitado à Justiça a penhora das ações pertencentes à empresa na SAF do Vasco. O pedido foi acolhido pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, que determinou a constrição dos papéis e ainda ordenou que a 777 e a Vasco SAF apresentassem nos autos uma cópia do acordo firmado entre as partes — medida que também foi suspensa pela nova decisão.

A mudança aconteceu após novos documentos apresentados no processo. A magistrada decidiu suspender a eficácia da decisão anterior, mas os documentos que fundamentaram essa reviravolta estão sob segredo de Justiça. Por isso, não é possível saber publicamente o conteúdo ou o argumento que levou à suspensão da penhora.

Importante frisar: a penhora não foi definitivamente cancelada. A ordem está apenas suspensa enquanto os embargos são analisados. A parte contrária será intimada para apresentar contrarrazões no prazo de cinco dias. Depois disso, o processo volta para análise da juíza, que decidirá se mantém ou revoga a suspensão.

A decisão é mais um desdobramento da complexa teia judicial que envolve a 777 Partners desde que a gestora entrou em colapso financeiro no início de 2024. O fundo de investimentos americano enfrentou uma série de processos de credores nos Estados Unidos e na Europa, o que levou a Justiça americana a nomear um administrador judicial para gerir os ativos da empresa.

No Brasil, a situação da 777 na SAF do Vasco também se arrasta. A gestora é detentora de 70% das ações da SAF, mas perdeu o controle operacional em junho do ano passado, quando o clube associativo reassumiu a gestão após inadimplências contratuais. Desde então, o Vasco tenta judicialmente retomar o controle acionário e abrir um processo de leilão das ações — caminho que foi autorizado pela Justiça em decisões recentes, mas que ainda enfrenta recursos e contestações.

A penhora solicitada pela Matix Capital é um dos diversos processos que correm contra a 777 na Justiça brasileira. A empresa americana deve a fornecedores, credores e ao próprio Vasco, que cobra valores referentes a obrigações contratuais não cumpridas. A suspensão da penhora pode adiar qualquer possibilidade de execução desse ativo específico pela Matix, mas não altera o cenário geral de disputa em torno das ações da SAF.

Para o Vasco, a decisão não muda o planejamento imediato. O clube segue em disputa pela retomada das ações e pelo leilão judicial, processo que depende de outras instâncias e outros prazos. O time está no meio da temporada 2026, ocupa a 17ª posição do Brasileirão com 28 pontos em 26 jogos e se prepara para enfrentar o Coritiba nesta quinta-feira (19), em São Januário, pela 27ª rodada.

A expectativa é que a análise dos embargos traga mais clareza sobre o futuro das ações da 777 na SAF. Por enquanto, a situação permanece indefinida, com a penhora travada e o processo à espera de novas manifestações.

Com informações do NetVasco, que cita X do jornalista Gustavo Cunha/Colina 1927.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 17 de setembro de 2026

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